HC 870904 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque se trata de via substitutiva de recurso próprio sem demonstração de flagrante ilegalidade. Não se verificou, no exame sumário, constrangimento ilegal por excesso de prazo, uma vez que a dilação processual é justificada pela fuga do paciente, complexidade do feito e diligências necessárias (cartas precatórias etc.), e a prisão preventiva está adequadamente fundamentada em elementos concretos e indícios de autoria nos termos do art. 312 do CPP. Recomenda-se, contudo, que o juízo de primeiro grau reexamine a necessidade da segregação cautelar em atenção ao tempo decorrido e à Lei 13.964/19.
- Parties
- Paciente: ADEMIR LOPES QUEIROZ DA SILVA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas; Interessado/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Contemporaneidade Da Custódia, Art. 312 Do CPP, Art. 316, Parágrafo Único, Do CPP, Medidas Cautelares Diversas (art. 319 Cpp)
Case Brief
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Parties
ADEMIR LOPES QUEIROZ DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interessado/manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 excesso de prazo na instrução e sua aferição pela razoabilidade/proporcionalidade
- 2 necessidade de reavaliação da custódia cautelar nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP
- 3 fundamentação idônea da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque se trata de via substitutiva de recurso próprio sem demonstração de flagrante ilegalidade. Não se verificou, no exame sumário, constrangimento ilegal por excesso de prazo, uma vez que a dilação processual é justificada pela fuga do paciente, complexidade do feito e diligências necessárias (cartas precatórias etc.), e a prisão preventiva está adequadamente fundamentada em elementos concretos e indícios de autoria nos termos do art. 312 do CPP. Recomenda-se, contudo, que o juízo de primeiro grau reexamine a necessidade da segregação cautelar em atenção ao tempo decorrido e à Lei 13.964/19.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Habeas corpus não conhecido
- Recomenda-se ao Juízo de Direito da 2ª Vara Cível e Criminal de Marechal Deodoro/AL que reexamine a necessidade da segregação cautelar, à luz do tempo decorrido e da Lei 13.964/19, e que dê celeridade ao feito
Full Case Text
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