RHC 186541 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque a manutenção da prisão preventiva estava adequadamente fundamentada em elementos concretos dos autos (prova da materialidade, indícios suficientes de autoria, modus operandi, qualificadoras, pagamento/contratação do executor e temor demonstrado pelas testemunhas), justificando a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal nos termos do art. 312 do CPP; ademais, tendo ocorrido a pronúncia, aplicou-se a Súmula 21 do STJ, superando a alegação de excesso de prazo. Contudo, recomendou-se ao juízo de origem que reexamine a necessidade da custódia cautelar em face do tempo decorrido e do disposto na Lei n. 13.964/19, com celeridade.
- Parties
- Impetrante/paciente: JOSÉ FRANCISCO FRANÇA OLIVEIRA; Órgão Prolator Do Acórdão Impugnado: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins; Interessado/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Decisão De Mérito)
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Pronúncia, Prisão Domiciliar, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
JOSÉ FRANCISCO FRANÇA OLIVEIRA
Impetrante/paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Órgão Prolator Do Acórdão Impugnado
Ministério Público Federal
Interessado/manifestante
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 fundamentação da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
- 2 possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão
- 3 existência de excesso de prazo na formação da culpa
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque a manutenção da prisão preventiva estava adequadamente fundamentada em elementos concretos dos autos (prova da materialidade, indícios suficientes de autoria, modus operandi, qualificadoras, pagamento/contratação do executor e temor demonstrado pelas testemunhas), justificando a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal nos termos do art. 312 do CPP; ademais, tendo ocorrido a pronúncia, aplicou-se a Súmula 21 do STJ, superando a alegação de excesso de prazo. Contudo, recomendou-se ao juízo de origem que reexamine a necessidade da custódia cautelar em face do tempo decorrido e do disposto na Lei n. 13.964/19, com celeridade.
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso e nego-lhe provimento.
Orders
- Recomenda-se ao Juízo da 1ª Escrivania Criminal de Xambioá-TO que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei n. 13.964/19, com celeridade.
- Publique-se.
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