HC 914932 - DECISAO
O Relator concluiu que o decreto prisional e a manutenção da prisão preventiva careceram de fundamentação concreta e idônea nos termos do art. 312 do CPP, pois restou baseada em alegações genéricas de reiteração e gravidade abstrata, sem demonstrar risco concreto à ordem pública; por isso, a prisão preventiva foi considerada ilegal e revogada, determinando-se a imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau, ainda que o habeas corpus propriamente dito não fosse conhecido em razão do art.34, XX, do RISTJ.
- Parties
- Paciente: SILAS ADRIEL GOMES MATEUS; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Superior Tribunal De Justiça (relator)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus com fundamento no art.34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva e impor medidas cautelares do art.319 do CPP
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Receptação, Adulteração De Sinal Identificador De Veículo, Fundamentação Da Decisão Judicial, Periculum Libertatis, Reiteração Infracional
Case Brief
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Parties
SILAS ADRIEL GOMES MATEUS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Superior Tribunal De Justiça (relator)
Legal Issues
- 1 legalidade e fundamentação da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
- 2 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares do art. 319 do CPP
- 3 vedação de fundamento em gravidade abstrata do delito
Ratio Decidendi
O Relator concluiu que o decreto prisional e a manutenção da prisão preventiva careceram de fundamentação concreta e idônea nos termos do art. 312 do CPP, pois restou baseada em alegações genéricas de reiteração e gravidade abstrata, sem demonstrar risco concreto à ordem pública; por isso, a prisão preventiva foi considerada ilegal e revogada, determinando-se a imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau, ainda que o habeas corpus propriamente dito não fosse conhecido em razão do art.34, XX, do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus com fundamento no art.34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva e impor medidas cautelares do art.319 do CPP
Orders
- Não conheço do habeas corpus (art.34, XX, do RISTJ)
- Revogar a prisão preventiva de SILAS ADRIEL GOMES MATEUS
Full Case Text
Judgment text and source record
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