HC 924649 - DECISAO
Concluiu-se pela ilegalidade da prisão preventiva do paciente porque, apesar de existência de indícios e materialidade, a fundamentação era insuficiente para justificar a custódia diante da primariedade do réu, da pequena quantidade de droga apreendida (10 trouxinhas de cocaína), da ausência de violência ou grave ameaça e do prolongado período de prisão preventiva (mais de seis meses) sem sentença; assim, é possível a aplicação de medidas cautelares diversas previstas no art.319 do CPP, razão pela qual a ordem foi concedida de ofício para revogar a prisão preventiva.
- Parties
- Paciente: LUCAS DOS SANTOS BONFIM; Autoridade Coatora: Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Alagoinhas/BA; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator (não Conhecimento Do Writ E Concessão De Ordem De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, ressalvada a aplicação de medidas cautelares alternativas
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
LUCAS DOS SANTOS BONFIM
Paciente
Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Alagoinhas/BA
Autoridade Coatora
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator (não Conhecimento Do Writ E Concessão De Ordem De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva)
Legal Issues
- 1 insuficiência de fundamentação do decreto prisional e da decisão de manutenção da prisão preventiva
- 2 possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas do art.319 do CPP
- 3 valoração da quantidade de droga e demais elementos de materialidade para justificar a custódia cautelar
Ratio Decidendi
Concluiu-se pela ilegalidade da prisão preventiva do paciente porque, apesar de existência de indícios e materialidade, a fundamentação era insuficiente para justificar a custódia diante da primariedade do réu, da pequena quantidade de droga apreendida (10 trouxinhas de cocaína), da ausência de violência ou grave ameaça e do prolongado período de prisão preventiva (mais de seis meses) sem sentença; assim, é possível a aplicação de medidas cautelares diversas previstas no art.319 do CPP, razão pela qual a ordem foi concedida de ofício para revogar a prisão preventiva.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, ressalvada a aplicação de medidas cautelares alternativas
Orders
- Revogar a prisão preventiva de LUCAS DOS SANTOS BONFIM
- Ressalvar a possibilidade de imposição, a critério do Juízo de primeiro grau, de medidas cautelares diversas previstas no art.319 do Código de Processo Penal
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