HC 930425 - DECISAO
Não conheceu do habeas corpus por inadequação da via recursal, mas, de ofício, reconheceu flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva porque não se verificam as hipóteses do art. 313 do CPP: o crime imputado (ameaça) tem pena máxima de 6 meses (inferior a 4 anos), o paciente é tecnicamente primário e não há notícia de medida protetiva em vigor descumprida; assim, a custódia é ilegal e deve ser revogada, substituída por medidas cautelares do art. 319 do CPP e por medidas protetivas de urgência a serem fixadas pelo juízo de primeira instância.
- Parties
- Paciente: LEANDRO GOMES NERYS; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça: Não Conhecimento Da Via Eleita; Concessão De Ordem De Ofício Para Revogação Da Prisão Preventiva
- Outcome
- ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, com substituição por medidas cautelares e medidas protetivas de urgência a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Violência Doméstica, Medidas Cautelares, Medidas Protetivas De Urgência, Art. 313 Do CPP
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
LEANDRO GOMES NERYS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça: Não Conhecimento Da Via Eleita; Concessão De Ordem De Ofício Para Revogação Da Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 adequação da via eleita (habeas corpus vs recurso ordinário)
- 2 legalidade da prisão preventiva conforme arts. 312 e 313 do CPP
- 3 necessidade de fundamentação concreta e idônea para prisão preventiva
Ratio Decidendi
Não conheceu do habeas corpus por inadequação da via recursal, mas, de ofício, reconheceu flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva porque não se verificam as hipóteses do art. 313 do CPP: o crime imputado (ameaça) tem pena máxima de 6 meses (inferior a 4 anos), o paciente é tecnicamente primário e não há notícia de medida protetiva em vigor descumprida; assim, a custódia é ilegal e deve ser revogada, substituída por medidas cautelares do art. 319 do CPP e por medidas protetivas de urgência a serem fixadas pelo juízo de primeira instância.
Court Disposition
ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, com substituição por medidas cautelares e medidas protetivas de urgência a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente LEANDRO GOMES NERYS
- Impor medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment