HC 926636 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por inadequação da via, pois o recurso cabível contra acórdão que denega ordem em habeas corpus é o recurso ordinário, e a análise de matérias não examinadas pelo Tribunal de origem (contemporaneidade do decreto preventivo e excesso de prazo) importaria em supressão de instância. Ao examinar a existência de ilegalidade flagrante, o Superior Tribunal de Justiça concluiu não verificar tal ilegalidade, sendo a prisão preventiva fundamentada nos termos do art. 312 do CPP ante a gravidade concreta, indícios de integração em organização criminosa, antecedentes e risco de reiteração, e insuficiência de medidas cautelares alternativas.
- Parties
- Paciente: PAULO MAICON DIONIZIO FLORENTINO; Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Contemporaneidade Do Decreto Preventivo, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Supressão De Instância, Fundamentação Idônea, Ordem Pública, Organização Criminosa, Medidas Cautelares Alternativas
Case Brief
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Parties
PAULO MAICON DIONIZIO FLORENTINO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos do art. 312 do CPP (fumus comissi delicti, indícios de autoria, perigo gerado pelo estado de liberdade)
- 2 adequação do habeas corpus para impugnar acórdão que denegou ordem (possível supressão de instância)
- 3 contemporaneidade do decreto preventivo
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por inadequação da via, pois o recurso cabível contra acórdão que denega ordem em habeas corpus é o recurso ordinário, e a análise de matérias não examinadas pelo Tribunal de origem (contemporaneidade do decreto preventivo e excesso de prazo) importaria em supressão de instância. Ao examinar a existência de ilegalidade flagrante, o Superior Tribunal de Justiça concluiu não verificar tal ilegalidade, sendo a prisão preventiva fundamentada nos termos do art. 312 do CPP ante a gravidade concreta, indícios de integração em organização criminosa, antecedentes e risco de reiteração, e insuficiência de medidas cautelares alternativas.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Com base no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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