HC 943204 - DECISAO
Embora o habeas corpus substitutivo de recurso não devesse ser conhecido em regra, constatou-se, de ofício, flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva: as circunstâncias apuradas (primariedade, ausência de violência ou grave ameaça, pequena quantidade apreendida, prática típica do tráfico sem demonstração de maior nocividade social) não justificam a medida extrema, sendo suficientes medidas cautelares diversas da prisão do art. 319 do CPP; assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas alternativas a critério do juízo de primeira instância.
- Parties
- Paciente: JOSE FERNANDO SOUZA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Investigado/terceiro Citado: KAYCK RAMOS MIRANDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Nesta Corte, Não Conhecimento Do Writ E Concessão De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva imposta ao paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, a critério do Juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Ordem Pública, Proporcionalidade
Case Brief
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Parties
JOSE FERNANDO SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Autoridade Coatora
KAYCK RAMOS MIRANDA
Investigado/terceiro Citado
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Nesta Corte, Não Conhecimento Do Writ E Concessão De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso
- 2 existência de flagrante ilegalidade na decisão que decretou prisão preventiva
- 3 adequação e suficiência das medidas cautelares do art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus substitutivo de recurso não devesse ser conhecido em regra, constatou-se, de ofício, flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva: as circunstâncias apuradas (primariedade, ausência de violência ou grave ameaça, pequena quantidade apreendida, prática típica do tráfico sem demonstração de maior nocividade social) não justificam a medida extrema, sendo suficientes medidas cautelares diversas da prisão do art. 319 do CPP; assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas alternativas a critério do juízo de primeira instância.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva imposta ao paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, a critério do Juízo de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente
- Aplicar medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, a critério do Juízo de primeiro grau
Full Case Text
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