RHC 195023 - DECISAO
No exame sumário próprio ao habeas corpus não se constatou ilegalidade na apreensão e extração de dados do celular apreendido na residência do investigado ADILSON, pois o mandado judicial autorizava expressamente apreensão e acesso integral aos dispositivos, inclusive em relação a terceiros, configurando-se encontro fortuito de provas sem desvio de finalidade; ademais, a prisão preventiva foi suficientemente fundamentada com base no art.312 do CPP em razão da gravidade concreta dos delitos, indícios de autoria, risco de reiteração e necessidade de proteção da ordem pública, razão pela qual o habeas corpus foi parcialmente conhecido e negado provimento.
- Parties
- Paciente/recorrente: JOHN WALLISSON DE OLIVEIRA GRACIANO; Órgão Prolator Do Acórdão: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário Decidido (decisão Monocrática/deny in Part)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso em habeas corpus e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Nulidade De Prova, Encontro Fortuito De Provas (serendipidade), Desvio De Finalidade, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
JOHN WALLISSON DE OLIVEIRA GRACIANO
Paciente/recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Órgão Prolator Do Acórdão
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário Decidido (decisão Monocrática/deny in Part)
Legal Issues
- 1 ilegalidade da prova obtida por meio do conteúdo de celular de terceiro apreendido em investigação diversa
- 2 ausência de fundamentação idônea e requisitos para decretação da prisão preventiva (art. 312 CPP)
- 3 alegação de ausência de contemporaneidade da prisão cautelar
Ratio Decidendi
No exame sumário próprio ao habeas corpus não se constatou ilegalidade na apreensão e extração de dados do celular apreendido na residência do investigado ADILSON, pois o mandado judicial autorizava expressamente apreensão e acesso integral aos dispositivos, inclusive em relação a terceiros, configurando-se encontro fortuito de provas sem desvio de finalidade; ademais, a prisão preventiva foi suficientemente fundamentada com base no art.312 do CPP em razão da gravidade concreta dos delitos, indícios de autoria, risco de reiteração e necessidade de proteção da ordem pública, razão pela qual o habeas corpus foi parcialmente conhecido e negado provimento.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso em habeas corpus e nego-lhe provimento.
Orders
- Pedido liminar indeferido.
- Conheço em parte do recurso em habeas corpus e nego-lhe provimento.
Full Case Text
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