HC 922754 - DECISAO
Verificou-se que o juiz de origem fundou a decretação da prisão preventiva em fatos novos e concretos constantes dos autos — notadamente indícios de participação do paciente em consórcio para compra e comercialização de drogas de origem internacional, movimentações financeiras incompatíveis com renda declarada e indícios de vínculo com a propriedade da carga apreendida — configurando risco à ordem pública e possibilidade de reiteração. Além disso, o habeas corpus não é via adequada para reexaminar amplamente a prova. Diante disso, manteve-se a prisão preventiva nos termos do art. 316 do CPP e denegou-se a ordem.
- Parties
- Paciente: ERIK PEIXOTO NERIS; Órgão Julgador De Origem: Tribunal Regional Federal da 1ª Região; Interveniente (parecer): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Denego a ordem.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Tráfico De Drogas, Lavagem De Dinheiro, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
ERIK PEIXOTO NERIS
Paciente
Tribunal Regional Federal da 1ª Região
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público Federal
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 existência de fatos novos que justifiquem a decretação da prisão preventiva
- 2 adequação da prisão preventiva para garantia da ordem pública e prevenção de reiteração delitiva
- 3 possibilidade de aplicação do princípio da isonomia entre investigados
Ratio Decidendi
Verificou-se que o juiz de origem fundou a decretação da prisão preventiva em fatos novos e concretos constantes dos autos — notadamente indícios de participação do paciente em consórcio para compra e comercialização de drogas de origem internacional, movimentações financeiras incompatíveis com renda declarada e indícios de vínculo com a propriedade da carga apreendida — configurando risco à ordem pública e possibilidade de reiteração. Além disso, o habeas corpus não é via adequada para reexaminar amplamente a prova. Diante disso, manteve-se a prisão preventiva nos termos do art. 316 do CPP e denegou-se a ordem.
Court Disposition
Denego a ordem.
Orders
- Denego a ordem.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
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