HC 949847 - DECISAO
Houve ilegalidade na reimposição da prisão preventiva por decisão monocrática do juízo plantonista do segundo grau, pois os fundamentos invocados (gravidade abstrata dos delitos e alegada reiteração delitiva) não demonstraram, com elementos concretos dos autos, o periculum libertatis; diante dessa inidoneidade fundamentadora e considerando que o juízo de primeiro grau havia revogado a prisão após oitiva das testemunhas e imposição de medidas cautelares diversas, o Tribunal concedeu a ordem para relaxar a prisão preventiva do paciente e impor as medidas cautelares anteriormente consideradas adequadas, estendendo o benefício ao corréu.
- Parties
- Paciente: ERIVAN OLIVEIRA DA SILVA; Coator: Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia; Órgão Acusador/recorrente: Ministério Público Estadual; Corréu: JARDEL DA SILVA MAIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão De Ordem E Comunicação)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem, de ofício, para relaxar a prisão preventiva do paciente e impor medidas cautelares diversas da prisão, estendendo o benefício ao corréu.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Recurso Em Sentido Estrito, Efeito Suspensivo Ativo, Súmula 691 STF
Case Brief
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Parties
ERIVAN OLIVEIRA DA SILVA
Paciente
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia
Coator
Ministério Público Estadual
Órgão Acusador/recorrente
JARDEL DA SILVA MAIA
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (concessão De Ordem E Comunicação)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus diante de decisão de plantão que restabelece prisão preventiva
- 2 necessidade de fundamentação concreta para decretação da prisão preventiva (periculum libertatis)
- 3 distinção entre gravidade abstrata e gravidade concreta na imposição de prisão cautelar
Ratio Decidendi
Houve ilegalidade na reimposição da prisão preventiva por decisão monocrática do juízo plantonista do segundo grau, pois os fundamentos invocados (gravidade abstrata dos delitos e alegada reiteração delitiva) não demonstraram, com elementos concretos dos autos, o periculum libertatis; diante dessa inidoneidade fundamentadora e considerando que o juízo de primeiro grau havia revogado a prisão após oitiva das testemunhas e imposição de medidas cautelares diversas, o Tribunal concedeu a ordem para relaxar a prisão preventiva do paciente e impor as medidas cautelares anteriormente consideradas adequadas, estendendo o benefício ao corréu.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem, de ofício, para relaxar a prisão preventiva do paciente e impor medidas cautelares diversas da prisão, estendendo o benefício ao corréu.
Orders
- Relaxar a prisão preventiva de ERIVAN OLIVEIRA DA SILVA
- Impor as medidas cautelares diversas da prisão que o juízo de primeiro grau havia considerado adequadas nos autos n. 7063182-43.2023.8.22.0001, conforme ata de audiência de 26/09/2024
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