HC 903945 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça concedeu a ordem porque a decretação da prisão preventiva pelo Tribunal de origem não se apoiou em fatos novos e contemporâneos extraídos dos autos; o paciente permaneceu em liberdade por cerca de um ano sem notícias de novos fatos antes da decretação, razão pela qual não houve demonstração concreta do periculum libertatis contemporâneo exigido para a custódia cautelar, devendo o paciente permanecer em liberdade até o trânsito em julgado, salvo nova e fundamentada decretação de custódia.
- Parties
- Paciente: MATHEUS DE ALMEIDA PADILHA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Vítima: EDUARDA DOS S. R.; Juíza De Primeiro Grau: Dra. Cristiane Busatto Zardo; Parte Acusadora: Ministério Público Estadual (Parquet Estadual); Órgão Ministerial Que Se Manifestou: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (concessão Da Ordem)
- Outcome
- Ordem concedida para garantir ao paciente o direito de permanecer em liberdade até o trânsito em julgado da ação, salvo se por outro motivo estiver preso
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Liberdade Provisória, Medidas Protetivas De Urgência, Lei Maria Da Penha, Contemporaneidade Da Medida Cautelar, Fumus Commissi Delicti, Periculum Libertatis, Excesso De Prazo
Case Brief
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Parties
MATHEUS DE ALMEIDA PADILHA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
EDUARDA DOS S. R.
Vítima
Dra. Cristiane Busatto Zardo
Juíza De Primeiro Grau
Ministério Público Estadual (Parquet Estadual)
Parte Acusadora
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial Que Se Manifestou
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 decretação de prisão preventiva sem contemporaneidade de fatos novos
- 2 peso probatório do depoimento da vítima em violência doméstica
- 3 aplicação da Lei Maria da Penha como fundamento para medida cautelar
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concedeu a ordem porque a decretação da prisão preventiva pelo Tribunal de origem não se apoiou em fatos novos e contemporâneos extraídos dos autos; o paciente permaneceu em liberdade por cerca de um ano sem notícias de novos fatos antes da decretação, razão pela qual não houve demonstração concreta do periculum libertatis contemporâneo exigido para a custódia cautelar, devendo o paciente permanecer em liberdade até o trânsito em julgado, salvo nova e fundamentada decretação de custódia.
Court Disposition
Ordem concedida para garantir ao paciente o direito de permanecer em liberdade até o trânsito em julgado da ação, salvo se por outro motivo estiver preso
Orders
- Paciente mantido em liberdade até o trânsito em julgado da ação, salvo se por outro motivo estiver preso
- Admite-se a possibilidade de decretação de nova custódia se fundada em fundamentação concreta e contemporânea
Full Case Text
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