HC 946575 - DECISAO
A ordem foi denegada porque as instâncias demonstraram, com fundamentação concreta, a presença de materialidade e indícios de autoria, a gravidade concreta da conduta (receptação, adulteração de sinais identificadores, porte de armas e poluição ambiental), a possibilidade de liderança do grupo criminoso e a extensa ficha criminal do paciente, justificando o periculum libertatis e a inadequação das medidas cautelares alternativas; ademais, não houve comprovação de doença grave e debilidade extrema apta a autorizar prisão domiciliar nos termos do art. 318, II, do CPP, e não se mostrou que o estabelecimento prisional fosse incapaz de prover atendimento médico.
- Parties
- Paciente: IDENÃ FRANCO DE CAMPOS; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 2221120-47.2024.8.26.0000)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- Ordem denegada
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Medidas Cautelares, Fundamentação Da Decisão, Art. 312 Do CPP, Art. 318 Do CPP, Poluição Ambiental, Receptação, Adulteração De Sinal Identificador De Veículo, Porte De Arma De Fogo
Case Brief
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Parties
IDENÃ FRANCO DE CAMPOS
Paciente
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 2221120-47.2024.8.26.0000)
Tribunal De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 legalidade e fundamentação da prisão preventiva
- 2 requisitos para concessão de prisão domiciliar por saúde (art. 318, II, CPP)
- 3 insuficiência de medidas cautelares alternativas (arts. 282 e 319, CPP)
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque as instâncias demonstraram, com fundamentação concreta, a presença de materialidade e indícios de autoria, a gravidade concreta da conduta (receptação, adulteração de sinais identificadores, porte de armas e poluição ambiental), a possibilidade de liderança do grupo criminoso e a extensa ficha criminal do paciente, justificando o periculum libertatis e a inadequação das medidas cautelares alternativas; ademais, não houve comprovação de doença grave e debilidade extrema apta a autorizar prisão domiciliar nos termos do art. 318, II, do CPP, e não se mostrou que o estabelecimento prisional fosse incapaz de prover atendimento médico.
Court Disposition
Ordem denegada
Orders
- Denego a ordem de habeas corpus.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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