RHC 206470 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso em habeas corpus porque não ficou demonstrado excesso de prazo injustificado na formação da culpa, sendo a dilação dos prazos compatível com a razoabilidade diante da pluralidade de réus, complexidade do processo e falha técnica que exigiu renovação da audiência; além disso, a decretação da prisão preventiva foi fundamentada em fatos concretos (reiterado descumprimento das medidas cautelares de monitoramento eletrônico comunicadas pelo CEMER), justificando a medida para garantia da ordem pública nos termos do art. 312 do CPP, e portanto a decisão de manutenção da custódia possuía fundamentação idônea.
- Parties
- Paciente: LUCAS VAMBERTO DE SOUZA LIMA; Corréu: WILSON DOS SANTOS RIBEIRO; Órgão Prolator Do Acórdão Recorrid O: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2024
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça (nego Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Monitoramento Eletrônico, Liberdade Provisória
Case Brief
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Parties
LUCAS VAMBERTO DE SOUZA LIMA
Paciente
WILSON DOS SANTOS RIBEIRO
Corréu
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Órgão Prolator Do Acórdão Recorrid O
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 ocorrência de excesso de prazo para formação da culpa
- 2 legalidade da decretação da prisão preventiva em razão do descumprimento de medidas cautelares
- 3 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso em habeas corpus porque não ficou demonstrado excesso de prazo injustificado na formação da culpa, sendo a dilação dos prazos compatível com a razoabilidade diante da pluralidade de réus, complexidade do processo e falha técnica que exigiu renovação da audiência; além disso, a decretação da prisão preventiva foi fundamentada em fatos concretos (reiterado descumprimento das medidas cautelares de monitoramento eletrônico comunicadas pelo CEMER), justificando a medida para garantia da ordem pública nos termos do art. 312 do CPP, e portanto a decisão de manutenção da custódia possuía fundamentação idônea.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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