HC 950887 - DECISAO
Não se conheceu do habeas corpus por se tratar, em grande parte, de matéria substitutiva de recurso e por não estar demonstrada flagrante ilegalidade. No mérito, não ficou comprovada, de plano, a extrema debilidade da paciente nem a impossibilidade de prestação de assistência no estabelecimento prisional, de modo que a prisão domiciliar nos termos do art. 318, II, do CPP não se justifica. Quanto ao alegado excesso de prazo, a instrução foi concluída com a juntada do laudo pericial, afastando-se o excesso de prazo apto a ensejar relaxamento da prisão, e há elementos concretos aptos a justificar a manutenção da prisão preventiva (fumus e periculum).
- Parties
- Paciente: MAYARA MARIA FERREIRA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (66642-94.2024.8.16.0000); Interessado/manifestante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Do Habeas Corpus (writ Não Conhecido)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar (art. 318, II, Cpp), Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Fumus Comissi Delicti E Periculum Libertatis, Impossibilidade De Dilação Probatória Em HC
Case Brief
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Parties
MAYARA MARIA FERREIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (66642-94.2024.8.16.0000)
Órgão Recorrido
Ministério Público
Interessado/manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Do Habeas Corpus (writ Não Conhecido)
Legal Issues
- 1 substituição da custódia cautelar por prisão domiciliar com fundamento no art. 318, II, CPP
- 2 excesso de prazo na instrução criminal e relaxamento da prisão preventiva
- 3 manutenção da prisão preventiva com base em elementos concretos de autoria e periculosidade
Ratio Decidendi
Não se conheceu do habeas corpus por se tratar, em grande parte, de matéria substitutiva de recurso e por não estar demonstrada flagrante ilegalidade. No mérito, não ficou comprovada, de plano, a extrema debilidade da paciente nem a impossibilidade de prestação de assistência no estabelecimento prisional, de modo que a prisão domiciliar nos termos do art. 318, II, do CPP não se justifica. Quanto ao alegado excesso de prazo, a instrução foi concluída com a juntada do laudo pericial, afastando-se o excesso de prazo apto a ensejar relaxamento da prisão, e há elementos concretos aptos a justificar a manutenção da prisão preventiva (fumus e periculum).
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intime-se.
Full Case Text
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