HC 969299 - DECISAO
Apesar de reconhecer que o habeas corpus não substitui recurso próprio, o relator analisou a pretensão e concluiu que a prisão preventiva estava carente de fundamentação idônea quanto à imprescindibilidade da medida, diante da pequena quantidade de droga apreendida (cerca de 11g de maconha), da ausência de violência ou grave ameaça e de elementos que indiquem envolvimento profundo com o tráfico; por isso, revogou a prisão preventiva e determinou a aplicação de medidas cautelares do art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: GUSTAVO MARTINS DE OLIVEIRA; Impetrante (acórdão Estadual): Eduardo Hatt Gaisla Vigorito Drigo; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 2315329-08.2024.8.26.0000)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares Alternativas, Admissibilidade Do Habeas Corpus, Fundamentação Da Decisão Judicial, Desclassificação De Conduta
Case Brief
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Parties
GUSTAVO MARTINS DE OLIVEIRA
Paciente
Eduardo Hatt Gaisla Vigorito Drigo
Impetrante (acórdão Estadual)
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 2315329-08.2024.8.26.0000)
Tribunal a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 existência de fundamentação idônea para decretação da prisão preventiva
- 2 possibilidade de desclassificação do crime de tráfico para porte para uso pessoal via habeas corpus
- 3 adequação do habeas corpus para reexame de provas e fatos
Ratio Decidendi
Apesar de reconhecer que o habeas corpus não substitui recurso próprio, o relator analisou a pretensão e concluiu que a prisão preventiva estava carente de fundamentação idônea quanto à imprescindibilidade da medida, diante da pequena quantidade de droga apreendida (cerca de 11g de maconha), da ausência de violência ou grave ameaça e de elementos que indiquem envolvimento profundo com o tráfico; por isso, revogou a prisão preventiva e determinou a aplicação de medidas cautelares do art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente, mediante a imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
Full Case Text
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