HC 969360 - DECISAO
Conheceu‑se em parte do habeas corpus, mas negou‑se a ordem: a alegada nulidade por ausência de intimação não foi objeto de decisão do Tribunal de origem e não foi suscitada por embargos de declaração, de modo que o STJ não poderia conhecer da questão sem supressão de instância; subsidiariamente, a prisão preventiva foi considerada legalmente fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, em razão da gravidade concreta do fato (modus operandi) e de indícios de intimidação de testemunha, que justificam risco à ordem pública e à instrução criminal.
- Parties
- Paciente: CARLA CAROLINA ABREU SOUZA; Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do habeas corpus e, nessa extensão, denego a ordem.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Nulidade Por Ausência De Intimação, Supressão De Instância, Modus Operandi, Garantia Da Ordem Pública, Conveniência Da Instrução Criminal, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
CARLA CAROLINA ABREU SOUZA
Paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação de prisão preventiva
- 2 alegada nulidade do julgamento por ausência de intimação da defesa e aplicação da Súm. 431 do STF
- 3 possibilidade de conhecimento do habeas corpus sem prévia manifestação do tribunal de origem (supressão de instância)
Ratio Decidendi
Conheceu‑se em parte do habeas corpus, mas negou‑se a ordem: a alegada nulidade por ausência de intimação não foi objeto de decisão do Tribunal de origem e não foi suscitada por embargos de declaração, de modo que o STJ não poderia conhecer da questão sem supressão de instância; subsidiariamente, a prisão preventiva foi considerada legalmente fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, em razão da gravidade concreta do fato (modus operandi) e de indícios de intimidação de testemunha, que justificam risco à ordem pública e à instrução criminal.
Court Disposition
Conheço em parte do habeas corpus e, nessa extensão, denego a ordem.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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