RHC 206688 - DECISAO

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Negou-se provimento ao recurso porque a prisão preventiva estava fundamentada por elementos concretos que indiciavam a integração do paciente em organização criminosa voltada ao transporte interestadual de drogas, existindo diálogos e material probatório indicativo, antecedentes e outras ações em curso, o que evidencia risco de reiteração delitiva e insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão. Ademais, as teses relativas a dupla persecução, ilicitude das provas e ausência de justa causa não foram examinadas pela instância originária e demandariam produção probatória e reexame de matéria fática, o que é inviável na via estreita do habeas corpus.

Parties
Impetrante: WILTON NUNES DA SILVA JÚNIOR; Órgão Ministerial (oposição): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
03 January 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão Que Nega Provimento)
Legal Topics
Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Garantia Da Ordem Pública, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Contemporaneidade Da Prisão Preventiva, Duplo Processamento, Justa Causa, Ilícitude De Provas

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Parties

WILTON NUNES DA SILVA JÚNIOR

Impetrante

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Órgão Ministerial (oposição)

Procedural Posture

Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão Que Nega Provimento)

  1. 1 legalidade da prisão preventiva
  2. 2 contemporaneidade da prisão preventiva
  3. 3 suficiência de medidas cautelares diversas da prisão

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao recurso porque a prisão preventiva estava fundamentada por elementos concretos que indiciavam a integração do paciente em organização criminosa voltada ao transporte interestadual de drogas, existindo diálogos e material probatório indicativo, antecedentes e outras ações em curso, o que evidencia risco de reiteração delitiva e insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão. Ademais, as teses relativas a dupla persecução, ilicitude das provas e ausência de justa causa não foram examinadas pela instância originária e demandariam produção probatória e reexame de matéria fática, o que é inviável na via estreita do habeas corpus.