RHC 196908 - DECISAO
A ordem foi denegada porque não há obrigação legal de os policiais advertirem sobre o direito ao silêncio e tal direito foi assegurado posteriormente, não havendo prejuízo; a manutenção da prisão preventiva está devidamente fundamentada em elementos concretos, sobretudo a reincidência e condenação anterior do recorrente, configurando fundado receio de reiteração delitiva e justificando a garantia da ordem pública; e não houve comprovação inequívoca de debilidade extrema nem de impossibilidade de assistência médica no estabelecimento prisional, portanto não se aplica prisão domiciliar nos termos do art. 318, II, CPP.
- Parties
- Paciente/recorrente: ROBSON DE SOUZA RAMOS DA CRUZ; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça Decisão De Mérito Negando Provimento
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Em Flagrante, Direito Ao Silêncio, Prisão Domiciliar (art. 318, II, Cpp), Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Reincidência, Direito À Assistência Médica No Cárcere
Case Brief
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Parties
ROBSON DE SOUZA RAMOS DA CRUZ
Paciente/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal a Quo
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça Decisão De Mérito Negando Provimento
Legal Issues
- 1 ilegalidade da prisão em flagrante por ausência de advertência sobre direito ao silêncio
- 2 fundamentação da conversão em prisão preventiva e risco de reiteração delitiva
- 3 possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque não há obrigação legal de os policiais advertirem sobre o direito ao silêncio e tal direito foi assegurado posteriormente, não havendo prejuízo; a manutenção da prisão preventiva está devidamente fundamentada em elementos concretos, sobretudo a reincidência e condenação anterior do recorrente, configurando fundado receio de reiteração delitiva e justificando a garantia da ordem pública; e não houve comprovação inequívoca de debilidade extrema nem de impossibilidade de assistência médica no estabelecimento prisional, portanto não se aplica prisão domiciliar nos termos do art. 318, II, CPP.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Liminar indeferida
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Full Case Text
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