HC 954418 - DECISAO
A ordem foi denegada porque a prisão preventiva da paciente estava fundamentada em elementos concretos nos autos (gravidade do fato, concurso de pessoas, personalidade e antecedentes da autuada, risco de reiteração e garantia da ordem pública), a demora processual não se mostrou imputável exclusivamente ao Estado, havendo atos da defesa que contribuíram para o prolongamento (apresentação tardia da resposta à acusação), e porque houve reavaliação recente da prisão preventiva pela autoridade coatora que reafirmou a necessidade da medida, de modo que não se configurou constrangimento ilegal por excesso de prazo nem ilegalidade pela ausência de reavaliação periódica automática.
- Parties
- Paciente: ELIZABETE LIMA DA SILVA; Autuada: ROSINETE MARIA LIMA DA SILVA; Vitima: JOÃO CAETANO DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Habeas Corpus denegado.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Reavaliação Periódica Da Prisão Preventiva (art. 316, Parágrafo Único, Cpp), Furto Qualificado, Medidas Cautelares Alternativas
Case Brief
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Parties
ELIZABETE LIMA DA SILVA
Paciente
ROSINETE MARIA LIMA DA SILVA
Autuada
JOÃO CAETANO DA SILVA
Vitima
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade da prisão preventiva por excesso de prazo e falta de reavaliação periódica
- 2 Possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas da prisão
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque a prisão preventiva da paciente estava fundamentada em elementos concretos nos autos (gravidade do fato, concurso de pessoas, personalidade e antecedentes da autuada, risco de reiteração e garantia da ordem pública), a demora processual não se mostrou imputável exclusivamente ao Estado, havendo atos da defesa que contribuíram para o prolongamento (apresentação tardia da resposta à acusação), e porque houve reavaliação recente da prisão preventiva pela autoridade coatora que reafirmou a necessidade da medida, de modo que não se configurou constrangimento ilegal por excesso de prazo nem ilegalidade pela ausência de reavaliação periódica automática.
Court Disposition
Habeas Corpus denegado.
Orders
- Denegar a ordem de habeas corpus.
- Expedir recomendação de celeridade na instrução da ação penal n. 0001015-95.2023.8.17.5030.
Full Case Text
Judgment text and source record
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