RHC 211917 - DECISAO

RHC 211917 - DECISAO

A manutenção da prisão preventiva fundamenta‑se na gravidade concreta da conduta imputada (ameaça de morte e lesão por pedrada na cabeça, região vital), no contexto de violência doméstica reiterada e no descumprimento de medidas protetivas anteriormente deferidas, circunstâncias que evidenciam risco iminente de reiteração delitiva e ameaça à ordem pública e à integridade física e psicológica da vítima; ademais, os arts. 12‑C e 20 da Lei 11.340/2006 autorizam a decretação da prisão preventiva e, havendo manifestação prévia do Ministério Público, a decisão judicial que impõe medida mais gravosa não configura atuação ex officio ilícita.

Parties
Impetrante: DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA; Paciente: GABRIEL DOS SANTOS MATOS; Autoridade Coatora: JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE POÇÕES/BA; Parquet: MINISTÉRIO PÚBLICO; Vítima: MARIA APARECIDA ROCHA SOUZA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 February 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário
Outcome
Recurso improvido. Ordem denegada; manutenção da prisão preventiva do paciente.
Legal Topics
Prisão Preventiva, Medidas Protetivas De Urgência, Lei Maria Da Penha, Princípio Acusatório, Proporcionalidade, Periculum Libertatis, Medidas Cautelares Diversas

Case Brief

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Parties

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA

Impetrante

GABRIEL DOS SANTOS MATOS

Paciente

JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE POÇÕES/BA

Autoridade Coatora

MINISTÉRIO PÚBLICO

Parquet

MARIA APARECIDA ROCHA SOUZA

Vítima

Procedural Posture

Habeas Corpus / Recurso Ordinário

  1. 1 presença dos requisitos para decretação da prisão preventiva (art. 312 CPP)
  2. 2 possibilidade de atuação judicial de ofício versus princípio acusatório
  3. 3 idoneidade da fundamentação do decreto prisional

Ratio Decidendi

A manutenção da prisão preventiva fundamenta‑se na gravidade concreta da conduta imputada (ameaça de morte e lesão por pedrada na cabeça, região vital), no contexto de violência doméstica reiterada e no descumprimento de medidas protetivas anteriormente deferidas, circunstâncias que evidenciam risco iminente de reiteração delitiva e ameaça à ordem pública e à integridade física e psicológica da vítima; ademais, os arts. 12‑C e 20 da Lei 11.340/2006 autorizam a decretação da prisão preventiva e, havendo manifestação prévia do Ministério Público, a decisão judicial que impõe medida mais gravosa não configura atuação ex officio ilícita.

Court Disposition

Recurso improvido. Ordem denegada; manutenção da prisão preventiva do paciente.

Orders

  • Nego provimento ao recurso; mantém‑se a prisão preventiva de GABRIEL DOS SANTOS MATOS.
  • Publique‑se.