RHC 205937 - DECISAO
Mantida a prisão preventiva porque os autos demonstram descumprimento de medidas protetivas durante sua vigência, ameaças reiteradas à vítima e periculosidade do agente, configurando a necessidade de garantia da ordem pública e proteção da integridade física da ofendida, nos termos dos arts. 312 e 313, III, do CPP e art. 20 da Lei 11.340/2006; audiência de custódia de 24 horas não se aplica à prisão preventiva; concedeu-se apenas a providência de alocar o paciente em unidade com dependência para ex-agentes públicos (art. 295, XI, CPP).
- Parties
- Paciente/recorrente: GRACIANO DA SILVA MENEZES; Ofendida/vítima: LADY PATRÍCIA RAMOS SILVA; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso ordinário conhecido parcialmente e, nessa extensão, denegada a ordem de habeas corpus; concedido provimento parcial apenas para determinar a alocação do paciente em unidade prisional com dependência específica destinada a ex-agentes públicos.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Protetivas De Urgência, Descumprimento De Medida Protetiva, Audiência De Custódia, Periculosidade, Alocação Em Unidade Prisional Para Ex Agentes Públicos, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
GRACIANO DA SILVA MENEZES
Paciente/recorrente
LADY PATRÍCIA RAMOS SILVA
Ofendida/vítima
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do prazo de 24 horas de audiência de custódia a prisões preventivas
- 2 Presença dos requisitos para decretação da prisão preventiva (fumus commissi delicti e periculum libertatis)
- 3 Descumprimento de medidas protetivas como fundamento para prisão preventiva (art. 313, III, CPP)
Ratio Decidendi
Mantida a prisão preventiva porque os autos demonstram descumprimento de medidas protetivas durante sua vigência, ameaças reiteradas à vítima e periculosidade do agente, configurando a necessidade de garantia da ordem pública e proteção da integridade física da ofendida, nos termos dos arts. 312 e 313, III, do CPP e art. 20 da Lei 11.340/2006; audiência de custódia de 24 horas não se aplica à prisão preventiva; concedeu-se apenas a providência de alocar o paciente em unidade com dependência para ex-agentes públicos (art. 295, XI, CPP).
Court Disposition
Recurso ordinário conhecido parcialmente e, nessa extensão, denegada a ordem de habeas corpus; concedido provimento parcial apenas para determinar a alocação do paciente em unidade prisional com dependência específica destinada a ex-agentes públicos.
Orders
- Denega-se a ordem de habeas corpus, mantendo-se a prisão preventiva decretada pelo juízo de origem.
- Ao ser cumprido o mandado de prisão preventiva, o agente deverá ser alocado em unidade prisional provisória que possua dependência específica destinada a ex-agentes públicos, nos termos do art. 295, XI, do CPP.
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