RHC 212886 - DECISAO
O recurso foi negado porque a decisão de primeira instância que converteu o flagrante em prisão preventiva apresenta fundamentação idônea: materialidade (apreensão de 17 buchas de substância análoga à cocaína e laudo preliminar), indícios suficientes de autoria, multirreincidência e ações penais em curso que evidenciam risco concreto de reiteração delitiva e ameaça à ordem pública; a alegação de agressão policial não foi examinada pelo juízo a quo em razão da recusa do exame de corpo de delito, o que impede sua apreciação direta no STJ para evitar supressão de instância; e não ficou comprovada a imprescindibilidade do paciente aos cuidados dos filhos para autorizar prisão domiciliar.
- Parties
- Paciente: PAULO ROBERTO DA COSTA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Prisão Domiciliar, Flagrante, Reincidência, Garantia Da Ordem Pública, Exame De Matéria Fático Probatória Em Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
PAULO ROBERTO DA COSTA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 alegação de agressão policial e ilegalidade do flagrante
- 2 fundamentação e requisitos da prisão preventiva (art. 312 CPP)
- 3 possibilidade de prisão domiciliar por cuidado de filhos menores
Ratio Decidendi
O recurso foi negado porque a decisão de primeira instância que converteu o flagrante em prisão preventiva apresenta fundamentação idônea: materialidade (apreensão de 17 buchas de substância análoga à cocaína e laudo preliminar), indícios suficientes de autoria, multirreincidência e ações penais em curso que evidenciam risco concreto de reiteração delitiva e ameaça à ordem pública; a alegação de agressão policial não foi examinada pelo juízo a quo em razão da recusa do exame de corpo de delito, o que impede sua apreciação direta no STJ para evitar supressão de instância; e não ficou comprovada a imprescindibilidade do paciente aos cuidados dos filhos para autorizar prisão domiciliar.
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