HC 998047 - DECISAO

HC 998047 - DECISAO

O habeas corpus foi denegado porque a prisão preventiva foi fundada no descumprimento reiterado das medidas protetivas de urgência, o que, segundo o juízo de origem, configura fumus comissi delicti e periculum libertatis, tornando insuficientes as medidas cautelares alternativas para resguardar a integridade das crianças; ademais, o remédio constitucional não é a via adequada para reavaliar laudos técnicos ou refazer a apreciação probatória realizada pelo juízo a quo, e a jurisprudência desta Corte admite a prisão preventiva nesses casos.

Parties
Paciente (impetrante): DOUGLAS TRINDADE RODRIGUES PORTES; Órgão Ministerial (parte Que Requereu a Prisão Preventiva): Ministério Público
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 April 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus (hc) / Decisão Denegatória in Limine
Outcome
Denegado o habeas corpus, in limine
Legal Topics
Prisão Preventiva, Medidas Protetivas De Urgência, Descumprimento De Medidas Protetivas (art. 24 a Da Lei 11.340/2006), Lei N. 14.344/2022 (lei Henry Borel), Habeas Corpus, Presunção De Inocência, Fumus Comissi Delicti, Periculum Libertatis

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 13 Party arguments 2 Amounts and remedies 2
Sign in to unlock

Parties

DOUGLAS TRINDADE RODRIGUES PORTES

Paciente (impetrante)

Ministério Público

Órgão Ministerial (parte Que Requereu a Prisão Preventiva)

Procedural Posture

Habeas Corpus (hc) / Decisão Denegatória in Limine

  1. 1 Legalidade da decretação da prisão preventiva em razão do descumprimento reiterado de medidas protetivas de urgência
  2. 2 Aplicação do art. 24-A da Lei n. 11.340/2006 versus investigação de supostos abusos sexuais
  3. 3 Alcance do controle do habeas corpus quanto a laudos técnicos e avaliação de provas materiais

Ratio Decidendi

O habeas corpus foi denegado porque a prisão preventiva foi fundada no descumprimento reiterado das medidas protetivas de urgência, o que, segundo o juízo de origem, configura fumus comissi delicti e periculum libertatis, tornando insuficientes as medidas cautelares alternativas para resguardar a integridade das crianças; ademais, o remédio constitucional não é a via adequada para reavaliar laudos técnicos ou refazer a apreciação probatória realizada pelo juízo a quo, e a jurisprudência desta Corte admite a prisão preventiva nesses casos.

Court Disposition

Denegado o habeas corpus, in limine

Orders

  • Publique-se e intimem-se.