RHC 215476 - DECISAO
Verificado que, na audiência de custódia, o Ministério Público pugnou pela concessão da liberdade provisória com imposição de medidas cautelares diversas da prisão e o magistrado singular, sem prévio requerimento do Ministério Público, converteu a prisão em flagrante em preventiva, a conversão configurou atuação de ofício vedada pela Lei n. 13.964/2019 (arts. 3º-A, 282 §2º e 311 do CPP). Assim, a prisão preventiva foi reconhecida como ilegal e relaxada, determinando-se a aplicação das medidas cautelares do art. 319 do CPP pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Impetrante: Defensoria Pública; Paciente: ALEXANDRE DOS SANTOS LEMOS; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator (concessão Liminar E Provimento)
- Outcome
- Recurso provido para relaxar a prisão preventiva do recorrente e determinar a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Flagrante, Audiência De Custódia, Sistema Acusatório, Lei N. 13.964/2019, Medidas Cautelares, Garantia Da Ordem Pública, Reiteração Delitiva
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Defensoria Pública
Impetrante
ALEXANDRE DOS SANTOS LEMOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator (concessão Liminar E Provimento)
Legal Issues
- 1 Decretação/Conversão da prisão em flagrante em preventiva de ofício após Lei n. 13.964/2019
- 2 Compatibilidade da atuação judicial com o sistema acusatório e os arts. 3º-A, 282 §2º e 311 do CPP
- 3 Requisitos do art. 312 do CPP para decretação de prisão preventiva
Ratio Decidendi
Verificado que, na audiência de custódia, o Ministério Público pugnou pela concessão da liberdade provisória com imposição de medidas cautelares diversas da prisão e o magistrado singular, sem prévio requerimento do Ministério Público, converteu a prisão em flagrante em preventiva, a conversão configurou atuação de ofício vedada pela Lei n. 13.964/2019 (arts. 3º-A, 282 §2º e 311 do CPP). Assim, a prisão preventiva foi reconhecida como ilegal e relaxada, determinando-se a aplicação das medidas cautelares do art. 319 do CPP pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Recurso provido para relaxar a prisão preventiva do recorrente e determinar a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão
Orders
- Relaxada a prisão preventiva do recorrente
- Aplicar as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment