HC 1005999 - DECISAO
Não se conhece do habeas corpus porque o STJ entendeu ser inviável sua utilização como sucedâneo de recurso próprio; além disso, não se identificou ilegalidade flagrante que justificasse a concessão da ordem de ofício, pois o decreto prisional foi considerado validamente fundamentado na garantia da ordem pública, na gravidade concreta dos fatos, na possibilidade de reiteração delitiva e em elementos probatórios (inclusive transferências bancárias e declaração do colaborador) que conferem indícios suficientes de participação do paciente em organização criminosa, não sendo cabível a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.
- Parties
- Paciente: EDIMAR FERREIRA MACHADO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Juízo Que Decretou a Prisão Preventiva: Juízo da Central de Processamento Criminal do Rio de Janeiro (RJ); Corréu: CELINA PORTES DE ALMEIDA; Corréu: MAURICIO; Corréu (colaborador): ROBERT
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Da Impetração Pelo STJ
- Outcome
- Não conheço da impetração.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Colaboração Premiada, Fundamentação Da Custódia Cautelar, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão
Case Brief
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Parties
EDIMAR FERREIRA MACHADO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
Juízo da Central de Processamento Criminal do Rio de Janeiro (RJ)
Juízo Que Decretou a Prisão Preventiva
CELINA PORTES DE ALMEIDA
Corréu
MAURICIO
Corréu
ROBERT
Corréu (colaborador)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Da Impetração Pelo STJ
Legal Issues
- 1 preenchimento dos requisitos para decretação da prisão preventiva (fumus commissi delicti e periculum libertatis)
- 2 suficiência de elementos probatórios para imputação de participação em organização criminosa
- 3 cabimento do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
Ratio Decidendi
Não se conhece do habeas corpus porque o STJ entendeu ser inviável sua utilização como sucedâneo de recurso próprio; além disso, não se identificou ilegalidade flagrante que justificasse a concessão da ordem de ofício, pois o decreto prisional foi considerado validamente fundamentado na garantia da ordem pública, na gravidade concreta dos fatos, na possibilidade de reiteração delitiva e em elementos probatórios (inclusive transferências bancárias e declaração do colaborador) que conferem indícios suficientes de participação do paciente em organização criminosa, não sendo cabível a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.
Court Disposition
Não conheço da impetração.
Orders
- Com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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