RHC 217173 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva foi justificada pela existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, pela gravidade concreta dos fatos, pela reiteração de condutas e periculosidade do agente e pela insuficiência de medidas cautelares diversas para garantir a ordem pública; além disso, não se constatou excesso de prazo apto a caracterizar constrangimento ilegal, diante da regular tramitação do processo (instrução concluída e autos conclusos para sentença), aplicando-se a Súmula 52 do STJ, e a ausência de revisão nonagesimal não determina revogação automática da custódia.
- Parties
- Recorrente / Paciente: SILFARLEY TEIXEIRA SILVA; Ofendida: Eliane Maria de Jesus; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Ministério Público: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada Do Superior Tribunal De Justiça (nega Provimento Ao Recurso)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Para Formação Da Culpa, Revisão Nonagesimal (art. 316 Cpp), Súmula N. 52 Do STJ, Art. 158, § 3º Do Código Penal, Medidas Cautelares Diversas (art. 319 Cpp), Lei Maria Da Penha (art. 20)
Case Brief
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Parties
SILFARLEY TEIXEIRA SILVA
Recorrente / Paciente
Eliane Maria de Jesus
Ofendida
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Tribunal a Quo
Ministério Público
Ministério Público
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada Do Superior Tribunal De Justiça (nega Provimento Ao Recurso)
Legal Issues
- 1 legalidade da decretação da prisão preventiva
- 2 excesso de prazo da prisão cautelar
- 3 revisão periódica a cada 90 dias (art. 316, parágrafo único, CPP)
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva foi justificada pela existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, pela gravidade concreta dos fatos, pela reiteração de condutas e periculosidade do agente e pela insuficiência de medidas cautelares diversas para garantir a ordem pública; além disso, não se constatou excesso de prazo apto a caracterizar constrangimento ilegal, diante da regular tramitação do processo (instrução concluída e autos conclusos para sentença), aplicando-se a Súmula 52 do STJ, e a ausência de revisão nonagesimal não determina revogação automática da custódia.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Recomenda-se ao Juízo de primeira instância que reexamine a necessidade da prisão preventiva e priorize o julgamento do processo
Full Case Text
Judgment text and source record
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