HC 1008580 - DECISAO
O paciente foi denunciado pela contravenção prevista no art. 21, § 2º, do Decreto-Lei n. 3.688/1941, punida com pena de prisão simples (15 dias a 3 meses), incompatível com o requisito do art. 313, I, do CPP (pena máxima superior a 4 anos); ademais, o art. 313, III, do CPP exige descumprimento prévio de medidas protetivas para autorizar prisão preventiva em contexto de violência doméstica, o que não ocorreu nos autos (as medidas foram impostas concomitantemente à conversão da custódia), de modo que a manutenção da preventiva configura constrangimento ilegal, devendo ser revogada e substituída por medidas cautelares menos gravosas, mantendo-se as medidas protetivas de urgência fixadas pelo...
- Parties
- Paciente: JOÃO CARLOS SOUZA; Autoridade Coatora: Desembargador relator do TRIBUNAL DE JUSTIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito
- Outcome
- Ordem concedida para revogar a prisão preventiva do paciente e ratificar a liminar anteriormente deferida.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Contravenção Penal, Medidas Protetivas De Urgência, Medidas Cautelares Alternativas (art. 319 Do Cpp)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JOÃO CARLOS SOUZA
Paciente
Desembargador relator do TRIBUNAL DE JUSTIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 se é admissível a decretação de prisão preventiva em razão da prática de contravenção penal
- 2 interpretação e aplicação do art. 313 do Código de Processo Penal (incisos I e III)
- 3 necessidade de descumprimento prévio de medidas protetivas para aplicação do art. 313, III, do CPP
Ratio Decidendi
O paciente foi denunciado pela contravenção prevista no art. 21, § 2º, do Decreto-Lei n. 3.688/1941, punida com pena de prisão simples (15 dias a 3 meses), incompatível com o requisito do art. 313, I, do CPP (pena máxima superior a 4 anos); ademais, o art. 313, III, do CPP exige descumprimento prévio de medidas protetivas para autorizar prisão preventiva em contexto de violência doméstica, o que não ocorreu nos autos (as medidas foram impostas concomitantemente à conversão da custódia), de modo que a manutenção da preventiva configura constrangimento ilegal, devendo ser revogada e substituída por medidas cautelares menos gravosas, mantendo-se as medidas protetivas de urgência fixadas pelo...
Court Disposition
Ordem concedida para revogar a prisão preventiva do paciente e ratificar a liminar anteriormente deferida.
Orders
- Revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do ora paciente.
- Manter as medidas protetivas de urgência fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment