HC 978775 - DECISAO
O Tribunal não conheceu do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas, no exame de mérito subsidiário, concluiu que a prisão preventiva estava adequadamente fundamentada na garantia da ordem pública diante da grande quantidade de droga apreendida (aprox. 84,642 kg em 132 tabletes), da materialidade e dos indícios de autoria, bem como da insuficiência das medidas cautelares alternativas; não verificou desídia no trâmite investigatório que justificasse relaxamento da custódia, porém, diante do tempo decorrido e da ausência de oferecimento de denúncia, fixou de ofício prazo de 30 dias para que o Ministério Público ofereça a denúncia ou promova o arquivamento do inquérito policial.
- Parties
- Paciente: JOSE JOCLENISON DE JESUS CUNHA; Órgão Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator) No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo, em parte, a ordem, de ofício, para fixar o prazo de 30 dias para que o membro do Ministério Público ofereça a denúncia contra o paciente ou promova o arquivamento do inquérito policial.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Inquérito Policial, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Fixação De Prazo Para Oferecimento De Denúncia
Case Brief
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Parties
JOSE JOCLENISON DE JESUS CUNHA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator) No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa e possível constrangimento ilegal
- 2 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação e manutenção da prisão preventiva
- 3 suficiência ou insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
O Tribunal não conheceu do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas, no exame de mérito subsidiário, concluiu que a prisão preventiva estava adequadamente fundamentada na garantia da ordem pública diante da grande quantidade de droga apreendida (aprox. 84,642 kg em 132 tabletes), da materialidade e dos indícios de autoria, bem como da insuficiência das medidas cautelares alternativas; não verificou desídia no trâmite investigatório que justificasse relaxamento da custódia, porém, diante do tempo decorrido e da ausência de oferecimento de denúncia, fixou de ofício prazo de 30 dias para que o Ministério Público ofereça a denúncia ou promova o arquivamento do inquérito policial.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo, em parte, a ordem, de ofício, para fixar o prazo de 30 dias para que o membro do Ministério Público ofereça a denúncia contra o paciente ou promova o arquivamento do inquérito policial.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus
- Fixar o prazo de 30 dias para que o membro do Ministério Público ofereça a denúncia contra o paciente ou promova o arquivamento do inquérito policial
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