RHC 219574 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso em habeas corpus porque a prisão preventiva mostrou-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal, em razão da gravidade concreta do delito (homicídio qualificado), da periculosidade e do risco de reiteração e evasão dos acusados, e porque o pedido de prisão domiciliar é vedado no caso de crime praticado com violência, nos termos do art. 318-A do CPP e da jurisprudência citada; a alegação de falta de contemporaneidade não foi suficiente para revogar a custódia, especialmente diante do estado de foragida da paciente e dos demais elementos apontados.
- Parties
- Recorrente: LARISSA DE MORAIS DOS REIS; Órgão Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Acusado: Ruahn da Silva de Moraes; Acusada: Jessica Alves Rodrigues; Acusada: Thalia Teles Pelissari; Acusado: Gabriel Gazzana Ricardo dos Reis; Acusado: Matheus Henrique de Sousa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Decisão Denegatória
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Contemporaneidade Da Prisão Preventiva, Periculosidade E Reiteração Delitiva, Art. 318 a Do CPP, Garantia Da Ordem Pública
Case Brief
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Parties
LARISSA DE MORAIS DOS REIS
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Órgão Recorrido
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Ruahn da Silva de Moraes
Acusado
Jessica Alves Rodrigues
Acusada
Thalia Teles Pelissari
Acusada
Gabriel Gazzana Ricardo dos Reis
Acusado
Matheus Henrique de Sousa
Acusado
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva decretada em 19/5/2025
- 2 pedido de conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar por ser mãe de menores
- 3 alegação de ausência de contemporaneidade das provas utilizadas para a prisão
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso em habeas corpus porque a prisão preventiva mostrou-se suficientemente fundamentada na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal, em razão da gravidade concreta do delito (homicídio qualificado), da periculosidade e do risco de reiteração e evasão dos acusados, e porque o pedido de prisão domiciliar é vedado no caso de crime praticado com violência, nos termos do art. 318-A do CPP e da jurisprudência citada; a alegação de falta de contemporaneidade não foi suficiente para revogar a custódia, especialmente diante do estado de foragida da paciente e dos demais elementos apontados.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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