RHC 221227 - DECISAO
A prisão preventiva do recorrente é ilegal por não ter sido demonstrada a imprescindibilidade da medida nos termos do art. 312 do CPP, sendo insuficiente, isoladamente, a quantidade de drogas apreendidas e a fundamentação genérica sobre gravidade; diante da primariedade e demais circunstâncias pessoais, impõe-se a revogação da prisão preventiva e a aplicação de medidas cautelares diversas previstas no art. 319 do CPP; a alegação de excesso de prazo foi considerada superada com a superveniência e o recebimento da denúncia pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Recorrente/paciente: JOSÉ IRANILDO DA SILVA PEREIRA; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará; Manifestante/parecerista: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Colegiada De Provimento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Dou provimento ao recurso em habeas corpus para revogar a prisão preventiva do recorrente e impor medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Para Oferecimento Da Denúncia, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Tráfico De Drogas, Porte Ilegal De Arma De Fogo
Case Brief
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Parties
JOSÉ IRANILDO DA SILVA PEREIRA
Recorrente/paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Órgão Prolator Do Acórdão
Ministério Público Federal
Manifestante/parecerista
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Colegiada De Provimento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se a prisão preventiva está fundamentada nos termos do art. 312 do CPP
- 2 Se há constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa
- 3 Se as condições pessoais autorizariam a substituição da prisão por medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
A prisão preventiva do recorrente é ilegal por não ter sido demonstrada a imprescindibilidade da medida nos termos do art. 312 do CPP, sendo insuficiente, isoladamente, a quantidade de drogas apreendidas e a fundamentação genérica sobre gravidade; diante da primariedade e demais circunstâncias pessoais, impõe-se a revogação da prisão preventiva e a aplicação de medidas cautelares diversas previstas no art. 319 do CPP; a alegação de excesso de prazo foi considerada superada com a superveniência e o recebimento da denúncia pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Dou provimento ao recurso em habeas corpus para revogar a prisão preventiva do recorrente e impor medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva do recorrente JOSÉ IRANILDO DA SILVA PEREIRA
- Impor medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau
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