HC 1017131 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque a via eleita é inadequada para discussão que demandaria reexame de matéria de prova e recursos próprios; ademais, não há ilegalidade flagrante a justificar provimento de ofício, visto que a prisão preventiva está suficientemente fundamentada na gravidade concreta dos fatos (quantidade e diversidade de drogas apreendidas, participação em evento com menores, indícios de financiamento por organização criminosa, antecedentes), tornando insuficientes medidas cautelares alternativas, e o eventual descumprimento do prazo de reavaliação do art.316 do CPP não acarreta, por si só, nulidade da custódia.
- Parties
- Paciente: JOÃO CARLOS FERNANDES DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO; Custodiado: GILSON MARTINS DOS SANTOS; Custodiado: LUIZ HENRIQUE SOUZA COSTA; Custodiada: NICOLI BISPO DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 July 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Revisão Da Prisão Cautelar (art. 316 Cpp), Organização Criminosa, Garantia Da Ordem Pública, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão
Case Brief
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Parties
JOÃO CARLOS FERNANDES DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
Autoridade Coatora
GILSON MARTINS DOS SANTOS
Custodiado
LUIZ HENRIQUE SOUZA COSTA
Custodiado
NICOLI BISPO DA SILVA
Custodiada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 existência de ilegalidade flagrante que autorize concessão de ofício
- 3 fundamentação da prisão preventiva baseada em gravidade concreta e garantia da ordem pública
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque a via eleita é inadequada para discussão que demandaria reexame de matéria de prova e recursos próprios; ademais, não há ilegalidade flagrante a justificar provimento de ofício, visto que a prisão preventiva está suficientemente fundamentada na gravidade concreta dos fatos (quantidade e diversidade de drogas apreendidas, participação em evento com menores, indícios de financiamento por organização criminosa, antecedentes), tornando insuficientes medidas cautelares alternativas, e o eventual descumprimento do prazo de reavaliação do art.316 do CPP não acarreta, por si só, nulidade da custódia.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Pedido liminar indeferido (fls. 808-809).
- Não conhecer da impetração.
Full Case Text
Judgment text and source record
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