HC 1018864 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus, pois a via não pode ser utilizada como substitutivo de recurso ordinariamente cabível e não há flagrante ilegalidade no ato judicial; ademais, o Tribunal de Justiça de Pernambuco, ao dar provimento ao recurso do Ministério Público, fundamentou a decretação da prisão preventiva do paciente com base em indícios concretos de participação em milícia privada (depoimentos, interceptações, apreensão de armamento, registros documentais), demonstrando periculum libertatis e fumus commissi delicti idôneos nos termos do art. 312 do CPP, de modo que não há autorização para revogar a medida cautelar via habeas corpus nesta instância.
- Parties
- Paciente: EDMILSON SILVA DE LIMA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecimento (decisão Com Fundamento No Art. 34, Xx, Do Ristj)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus (ordem não conhecida)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa (milícia Privada), Contemporaneidade Da Medida Cautelar, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Prisão Domiciliar
Case Brief
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Parties
EDMILSON SILVA DE LIMA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecimento (decisão Com Fundamento No Art. 34, Xx, Do Ristj)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus como substituto de recurso ordinário
- 2 existência de flagrante ilegalidade no decreto de prisão preventiva
- 3 fundamentação idônea da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus, pois a via não pode ser utilizada como substitutivo de recurso ordinariamente cabível e não há flagrante ilegalidade no ato judicial; ademais, o Tribunal de Justiça de Pernambuco, ao dar provimento ao recurso do Ministério Público, fundamentou a decretação da prisão preventiva do paciente com base em indícios concretos de participação em milícia privada (depoimentos, interceptações, apreensão de armamento, registros documentais), demonstrando periculum libertatis e fumus commissi delicti idôneos nos termos do art. 312 do CPP, de modo que não há autorização para revogar a medida cautelar via habeas corpus nesta instância.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus (ordem não conhecida)
Orders
- Não conhecimento do habeas corpus
- Publique-se
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