HC 1025833 - DECISAO
O relator não conheceu do habeas corpus por entender inviável seu uso como sucedâneo de recurso próprio; subsidiariamente, não se identificou ilegalidade flagrante passível de concessão de ordem de ofício, pois o decreto prisional apresentou lastro probatório suficiente (laudos, informações policiais, dados telemáticos, depoimentos) que individualizam condutas e demonstram fumus comissi delicti e periculum libertatis, especialmente pelo risco de reiteração delitiva e de obstrução das investigações, mantendo assim os requisitos do art. 312 do CPP.
- Parties
- Paciente: MANOEL SURUÍ; Autoridade Coatora: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO; Denunciado (cacique Da Aldeia Betel): MIGUEL SURUÍ ARAÚJO; Denunciado (integrante Da Aldeia Betel): PINGO SURUÍ; Denunciado (filho De Manoel Suruí): PAMAPIN ABEL SURUÍ; Denunciado (garimpeiro Não Indígena): OLIVINO MENDES DE JESUS; Testemunha: JOSUÉ RAMOS BARBOSA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Relator (não Conheço Do Habeas Corpus)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Fundamentação De Custódia Cautelar, Medidas Cautelares Alternativas, Supressão De Instância, Sustentação Oral
Case Brief
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Parties
MANOEL SURUÍ
Paciente
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO
Autoridade Coatora
MIGUEL SURUÍ ARAÚJO
Denunciado (cacique Da Aldeia Betel)
PINGO SURUÍ
Denunciado (integrante Da Aldeia Betel)
PAMAPIN ABEL SURUÍ
Denunciado (filho De Manoel Suruí)
OLIVINO MENDES DE JESUS
Denunciado (garimpeiro Não Indígena)
JOSUÉ RAMOS BARBOSA
Testemunha
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Relator (não Conheço Do Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 viabilidade do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 existência de fumus comissi delicti e periculum libertatis para decretação de prisão preventiva
- 3 contemporaneidade dos fundamentos da prisão preventiva
Ratio Decidendi
O relator não conheceu do habeas corpus por entender inviável seu uso como sucedâneo de recurso próprio; subsidiariamente, não se identificou ilegalidade flagrante passível de concessão de ordem de ofício, pois o decreto prisional apresentou lastro probatório suficiente (laudos, informações policiais, dados telemáticos, depoimentos) que individualizam condutas e demonstram fumus comissi delicti e periculum libertatis, especialmente pelo risco de reiteração delitiva e de obstrução das investigações, mantendo assim os requisitos do art. 312 do CPP.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Não conhecer da impetração
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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