RHC 221159 - DECISAO
A manutenção da prisão preventiva foi considerada legítima porque há, nos autos, elementos concretos que indicam a participação relevante do recorrente em organização criminosa estruturada, o elevado risco de reiteração delitiva, e indícios suficientes de autoria e materialidade; não houve demonstração inequívoca de ilicitude das diligências (ingresso nas residências) nem de prejuízo concreto em razão da eventual ausência de advertência do direito ao silêncio por parte de terceiros; assim, presentes os requisitos do art. 312 do CPP, as medidas cautelares diversas da prisão mostraram-se insuficientes, razão pela qual o recurso foi negado provimento.
- Parties
- Recorrente: IGOR VIEIRA NEUJAHR; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (negado Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Nulidades Processuais, Provas Ilícitas, Organização Criminosa, Estelionato, Falsificação De Documento, Invasão De Dispositivo Informático, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
IGOR VIEIRA NEUJAHR
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 nulidade das provas por suposta violação de domicílio de terceiros
- 2 nulidade por ausência de advertência do direito ao silêncio e falta de assistência de advogado a outros investigados
- 3 fundamentação do decreto prisional
Ratio Decidendi
A manutenção da prisão preventiva foi considerada legítima porque há, nos autos, elementos concretos que indicam a participação relevante do recorrente em organização criminosa estruturada, o elevado risco de reiteração delitiva, e indícios suficientes de autoria e materialidade; não houve demonstração inequívoca de ilicitude das diligências (ingresso nas residências) nem de prejuízo concreto em razão da eventual ausência de advertência do direito ao silêncio por parte de terceiros; assim, presentes os requisitos do art. 312 do CPP, as medidas cautelares diversas da prisão mostraram-se insuficientes, razão pela qual o recurso foi negado provimento.
Court Disposition
nego provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus
Orders
- manutenção da prisão preventiva do recorrente
- publique-se
Full Case Text
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