HC 1027082 - DECISAO
Embora o STJ tenha decidido não conhecer do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, concedeu a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva porque a decisão de primeira instância baseou-se em fundamentação genérica e abstrata, não demonstrando risco concreto à ordem pública; a conduta não envolveu violência ou grave ameaça, não há indícios de atuação em organização criminosa, a paciente é primária e a quantidade apreendida (99,7 g de maconha) foi considerada não relevante para justificar a custódia cautelar. Diante disso, a medida constritiva foi substituída por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, nos termos do art. 647-A do CPP e da jurisprudência...
- Parties
- Paciente: ALINE GONÇALVES DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Em Sede De Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça, Com Não Conhecimento Da Impetração E Concessão De Ofício Da Ordem
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, de ofício, concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor da paciente, salvo se por outro motivo estiver presa, mediante prévia assunção do compromisso de cumprimento das medidas cautelares descritas.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Tráfico De Drogas, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ALINE GONÇALVES DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Em Sede De Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça, Com Não Conhecimento Da Impetração E Concessão De Ofício Da Ordem
Legal Issues
- 1 legalidade e fundamentação da prisão preventiva
- 2 proporcionalidade da custódia cautelar
- 3 valoração da quantidade de drogas apreendidas como indicativo de periculum libertatis
Ratio Decidendi
Embora o STJ tenha decidido não conhecer do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, concedeu a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva porque a decisão de primeira instância baseou-se em fundamentação genérica e abstrata, não demonstrando risco concreto à ordem pública; a conduta não envolveu violência ou grave ameaça, não há indícios de atuação em organização criminosa, a paciente é primária e a quantidade apreendida (99,7 g de maconha) foi considerada não relevante para justificar a custódia cautelar. Diante disso, a medida constritiva foi substituída por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, nos termos do art. 647-A do CPP e da jurisprudência...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, de ofício, concedo a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor da paciente, salvo se por outro motivo estiver presa, mediante prévia assunção do compromisso de cumprimento das medidas cautelares descritas.
Orders
- Revogar a prisão preventiva decretada em desfavor da paciente, salvo se por outro motivo estiver presa.
- Impor as seguintes medidas cautelares alternativas: apresentação a cada dois meses; proibição de mudança de domicílio sem prévia autorização judicial; manutenção de endereço e telefone atualizados; proibição de ter contato pessoal com pessoas envolvidas com o tráfico e outras atividades criminosas.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment