RHC 222107 - DECISAO

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A manutenção da prisão preventiva é justificada pela demonstração concreta da necessidade da medida, com base na materialidade e indícios de autoria, na significativa quantidade de droga apreendida (769,4 g de maconha), presença de insumos, proximidade de escola e centro comunitário, indícios de vinculação a organização criminosa e confissão de atividade de venda, o que configura risco à ordem pública nos termos do art. 312 do CPP; a primariedade e condições pessoais favoráveis isoladas não bastam para revogar a prisão, e as medidas cautelares alternativas são insuficientes; questões sobre pena e regime não são suscetíveis de apreciação em habeas corpus.

Parties
Paciente / Recorrente: SAMUEL HENRIQUE CLEMENTINO TEIXEIRA; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
01 September 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Interposto Ao Superior Tribunal De Justiça (pedido De Liminar E Mérito)
Legal Topics
Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Garantia Da Ordem Pública, Excesso De Prazo

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Parties

SAMUEL HENRIQUE CLEMENTINO TEIXEIRA

Paciente / Recorrente

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Órgão De Origem

Procedural Posture

Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Interposto Ao Superior Tribunal De Justiça (pedido De Liminar E Mérito)

  1. 1 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para a decretação da prisão preventiva
  2. 2 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas
  3. 3 suficiência de fundamentação (concreta vs genérica) para manutenção da prisão preventiva

Ratio Decidendi

A manutenção da prisão preventiva é justificada pela demonstração concreta da necessidade da medida, com base na materialidade e indícios de autoria, na significativa quantidade de droga apreendida (769,4 g de maconha), presença de insumos, proximidade de escola e centro comunitário, indícios de vinculação a organização criminosa e confissão de atividade de venda, o que configura risco à ordem pública nos termos do art. 312 do CPP; a primariedade e condições pessoais favoráveis isoladas não bastam para revogar a prisão, e as medidas cautelares alternativas são insuficientes; questões sobre pena e regime não são suscetíveis de apreciação em habeas corpus.