HC 1026295 - DECISAO
A decretação da prisão preventiva pelo Tribunal estadual não descreveu fatos concretos e contemporâneos que justificassem a medida extrema nos termos do art. 312 do CPP; o delito foi de menor gravidade, sem violência, com restituição da res furtiva, e eram viáveis medidas cautelares menos gravosas, de modo que a prisão, lastreada sobretudo em condenações pretéritas sem contemporaneidade, revelou-se desproporcional. Assim, concedeu-se a ordem para restabelecer as medidas cautelares fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: VANDER LUCIO BRAGANÇA PIRES; Coator: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Recorrente: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (ordem Concedida)
- Outcome
- Ordem concedida para restabelecer as medidas cautelares anteriormente fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Liberdade Provisória, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Reincidência, Garantia Da Ordem Pública, Contemporaneidade E Proporcionalidade Da Medida Cautelar
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
VANDER LUCIO BRAGANÇA PIRES
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Coator
Ministério Público
Recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (ordem Concedida)
Legal Issues
- 1 Há elementos concretos e contemporâneos que justifiquem a prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP?
- 2 É suficiente, para decretar prisão preventiva por garantia da ordem pública, a existência de condenações anteriores sem indicação de fatos posteriores que revelem contumácia contemporânea?
- 3 São as medidas cautelares diversas da prisão suficientes no caso de furto simples sem violência?
Ratio Decidendi
A decretação da prisão preventiva pelo Tribunal estadual não descreveu fatos concretos e contemporâneos que justificassem a medida extrema nos termos do art. 312 do CPP; o delito foi de menor gravidade, sem violência, com restituição da res furtiva, e eram viáveis medidas cautelares menos gravosas, de modo que a prisão, lastreada sobretudo em condenações pretéritas sem contemporaneidade, revelou-se desproporcional. Assim, concedeu-se a ordem para restabelecer as medidas cautelares fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Ordem concedida para restabelecer as medidas cautelares anteriormente fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
Orders
- Restabelecer as medidas cautelares anteriormente fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Comunique-se, com urgência, ao Tribunal estadual e ao Juízo de primeiro grau, enviando-lhes cópia da presente decisão.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment