RHC 220346 - DECISAO
O STJ deu provimento ao recurso por entender que não se mostraram incontroversos os elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva: a prova das ameaças estava fragilizada (depoimento policial indireto e vítima que afirmou não recordar ameaças e não querer medidas protetivas), as lesões foram de natureza leve, o paciente é cadeirante e réu primário, circunstâncias que mitigam o risco de reiteração e permitem a adoção de medidas cautelares diversas; assim, a prisão preventiva foi revogada e o juízo de primeiro grau foi determinado a fixar medidas não prisionais para evitar contatos indesejados com a vítima, com monitoração eletrônica se possível.
- Parties
- Paciente/recorrente: WESLEY LUIZ GONZAGA; Órgão a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - TJMG; Parte Que Apresentou Parecer Pelo Não Provimento: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado No Superior Tribunal De Justiça (decisão De Provimento)
- Outcome
- recurso provido para revogar a prisão preventiva
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Prova Da Materialidade, Periculum Libertatis, Prisão Domiciliar Humanitária, Monitoração Eletrônica, Aplicação Da Lei Maria Da Penha
Case Brief
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Parties
WESLEY LUIZ GONZAGA
Paciente/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - TJMG
Órgão a Quo
Ministério Público Federal
Parte Que Apresentou Parecer Pelo Não Provimento
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado No Superior Tribunal De Justiça (decisão De Provimento)
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos para decretar prisão preventiva (art. 312 CPP)
- 2 suficiência da prova da materialidade e indícios de autoria quanto às ameaças
- 3 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas (art. 319 CPP)
Ratio Decidendi
O STJ deu provimento ao recurso por entender que não se mostraram incontroversos os elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva: a prova das ameaças estava fragilizada (depoimento policial indireto e vítima que afirmou não recordar ameaças e não querer medidas protetivas), as lesões foram de natureza leve, o paciente é cadeirante e réu primário, circunstâncias que mitigam o risco de reiteração e permitem a adoção de medidas cautelares diversas; assim, a prisão preventiva foi revogada e o juízo de primeiro grau foi determinado a fixar medidas não prisionais para evitar contatos indesejados com a vítima, com monitoração eletrônica se possível.
Court Disposition
recurso provido para revogar a prisão preventiva
Orders
- Revoga a prisão preventiva do paciente WESLEY LUIZ GONZAGA.
- Determina que o juízo de primeiro grau estabeleça medidas cautelares não prisionais para prevenir contatos indesejados com a vítima.
Full Case Text
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