RHC 220147 - DECISAO
O STJ manteve o entendimento do tribunal de origem de que a prisão preventiva está devidamente fundamentada para garantia da ordem pública, ante a gravidade concreta do delito, modus operandi, reincidência em contexto de violência doméstica contra a própria vítima, risco de reiteração e o fato de o paciente estar foragido; entendeu-se também que as medidas cautelares atípicas (suspensão de passaporte e restrição de linhas telefônicas) têm natureza acautelatória e são adequadas para prevenir fuga e proteger a vítima; assim, não são suficientes os argumentos defensivos para revogar a custódia ou substituir por medidas diversas nem autorizar prisão domiciliar nos termos do art. 318 do CPP.
- Parties
- Paciente/recorrente: VAGNER SIQUEIRA ROCHA; Órgão Prolator Do Acórdão/respondente: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão (negação De Provimento) Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- recurso não provido (nego provimento ao recurso)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Atípicas, Fundamentação Da Custódia Cautelar, Medidas Alternativas Do Art. 319 CPP, Monitoramento Eletrônico, Art. 312 CPP, Art. 318 CPP, Lei Maria Da Penha
Case Brief
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Parties
VAGNER SIQUEIRA ROCHA
Paciente/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Prolator Do Acórdão/respondente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão (negação De Provimento) Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 validação da prisão preventiva com base na garantia da ordem pública
- 2 adequação e proporcionalidade da fundamentação da custódia cautelar
- 3 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas do art. 319 do CPP ou monitoramento eletrônico
Ratio Decidendi
O STJ manteve o entendimento do tribunal de origem de que a prisão preventiva está devidamente fundamentada para garantia da ordem pública, ante a gravidade concreta do delito, modus operandi, reincidência em contexto de violência doméstica contra a própria vítima, risco de reiteração e o fato de o paciente estar foragido; entendeu-se também que as medidas cautelares atípicas (suspensão de passaporte e restrição de linhas telefônicas) têm natureza acautelatória e são adequadas para prevenir fuga e proteger a vítima; assim, não são suficientes os argumentos defensivos para revogar a custódia ou substituir por medidas diversas nem autorizar prisão domiciliar nos termos do art. 318 do CPP.
Court Disposition
recurso não provido (nego provimento ao recurso)
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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