RHC 223853 - DECISAO

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A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva é ilegal quando decretada de ofício, pois a redação do art. 311 do CPP, após a Lei n. 13.964/2019, exige provocação prévia de sujeito processual legitimado ou representação da autoridade policial; a manifestação do Ministério Público pela aplicação de medidas cautelares diversas não constitui pedido expresso para a prisão preventiva, de modo que a decretação da prisão pelo juízo de primeiro grau caracterizou atuação de ofício e ofensa à legislação processual, justificando o provimento do habeas corpus para substituir a preventiva por medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP.

Parties
Recorrente: DIEGO DANIEL TEIXEIRA; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas; Órgão Ministerial Que Opinou Pelo Desprovimento: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 September 2025
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento Do Recurso (decisão)
Outcome
recurso em habeas corpus provido
Legal Topics
Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Medidas Cautelares, Lei N. 13.964/2019, Audiência De Custódia, Sistema Acusatório

Case Brief

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Parties

DIEGO DANIEL TEIXEIRA

Recorrente

Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas

Recorrido

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial Que Opinou Pelo Desprovimento

Procedural Posture

Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento Do Recurso (decisão)

  1. 1 legalidade da conversão de prisão em flagrante em preventiva sem requerimento prévio de sujeito legitimado
  2. 2 se a manifestação do Ministério Público pela aplicação de medidas cautelares diversas supre a exigência de pedido expresso para decretação da prisão preventiva
  3. 3 presença dos requisitos legais autorizadores da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP

Ratio Decidendi

A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva é ilegal quando decretada de ofício, pois a redação do art. 311 do CPP, após a Lei n. 13.964/2019, exige provocação prévia de sujeito processual legitimado ou representação da autoridade policial; a manifestação do Ministério Público pela aplicação de medidas cautelares diversas não constitui pedido expresso para a prisão preventiva, de modo que a decretação da prisão pelo juízo de primeiro grau caracterizou atuação de ofício e ofensa à legislação processual, justificando o provimento do habeas corpus para substituir a preventiva por medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP.

Court Disposition

recurso em habeas corpus provido

Orders

  • substituição da prisão preventiva imposta ao recorrente por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau
  • comunique-se, com urgência, ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas e ao Juizado Especial Criminal e da Violência Doméstica da Comarca de Arapiraca/AL