HC 1042418 - DECISAO
Embora não se conheça do habeas corpus por não se admitir seu uso como sucedâneo de recurso próprio, o Tribunal, de ofício e com fundamento no art. 647-A do CPP, revogou a prisão preventiva por constatar que a decisão de primeira instância trouxe fundamentação genérica e abstrata, sem demonstrar, com elementos concretos e objetivos, o periculum libertatis; verificou-se ainda que a quantidade de droga apreendida não é significativa e que medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP são adequadas e suficientes para o caso concreto, razão pela qual se impôs a substituição da custódia preventiva por medidas cautelares especificadas.
- Parties
- Paciente: MURILO ADRIANO AMOROZINI DIAS ALVES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Não Conhecimento E Concessão De Ofício Da Ordem
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, mediante a prévia assunção do compromisso de cumprir as medidas cautelares descritas.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Tráfico De Drogas, Habeas Corpus, Fundamentação Da Prisão Preventiva, Art. 312 Do CPP, Art. 319 Do CPP, Art. 313 Do CPP
Case Brief
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Parties
MURILO ADRIANO AMOROZINI DIAS ALVES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Não Conhecimento E Concessão De Ofício Da Ordem
Legal Issues
- 1 conversão de prisão em flagrante em preventiva
- 2 necessidade de fundamentação concreta do periculum libertatis
- 3 adequação de medidas cautelares diversas da prisão
Ratio Decidendi
Embora não se conheça do habeas corpus por não se admitir seu uso como sucedâneo de recurso próprio, o Tribunal, de ofício e com fundamento no art. 647-A do CPP, revogou a prisão preventiva por constatar que a decisão de primeira instância trouxe fundamentação genérica e abstrata, sem demonstrar, com elementos concretos e objetivos, o periculum libertatis; verificou-se ainda que a quantidade de droga apreendida não é significativa e que medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP são adequadas e suficientes para o caso concreto, razão pela qual se impôs a substituição da custódia preventiva por medidas cautelares especificadas.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, mediante a prévia assunção do compromisso de cumprir as medidas cautelares descritas.
Orders
- Não conhecer da impetração
- Conceder, de ofício, a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, mediante prévia assunção do compromisso de cumprir as medidas cautelares descritas
Full Case Text
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