HC 1037607 - DECISAO
A prisão preventiva foi considerada ilegal por ausência de fundamentação concreta que demonstrasse a imprescindibilidade da medida nos termos do art. 312 do CPP: a quantidade de entorpecentes apreendida não era exorbitante e, isoladamente, não denotava periculosidade exacerbada ou risco concreto de reiteração; a existência de outra ação penal não autoriza decreto automático de preventiva; afirmações genéricas sobre a gravidade do delito são insuficientes. Assim, a medida extrema foi substituída por imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: ARISTÓTELES ARISTIDES BEZERRA; Órgão Prolator Do Acórdão: 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Mérito No Superior Tribunal De Justiça; Ordem Concedida Para Revogar Prisão Preventiva
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, em razão de manifesto constrangimento ilegal, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Medidas Cautelares Alternativas, Art. 312 Do CPP, Art. 319 Do CPP, Periculum Libertatis, Fundamentação Idônea, Direito Ao Esquecimento
Case Brief
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Parties
ARISTÓTELES ARISTIDES BEZERRA
Paciente
1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Prolator Do Acórdão
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Mérito No Superior Tribunal De Justiça; Ordem Concedida Para Revogar Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 Verificação da presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva
- 2 Suficiência da fundamentação para a custódia cautelar (prova da materialidade, indícios suficientes e risco gerado pela liberdade)
- 3 Proporcionalidade da prisão preventiva diante da quantidade de drogas apreendidas e de outros elementos do caso
Ratio Decidendi
A prisão preventiva foi considerada ilegal por ausência de fundamentação concreta que demonstrasse a imprescindibilidade da medida nos termos do art. 312 do CPP: a quantidade de entorpecentes apreendida não era exorbitante e, isoladamente, não denotava periculosidade exacerbada ou risco concreto de reiteração; a existência de outra ação penal não autoriza decreto automático de preventiva; afirmações genéricas sobre a gravidade do delito são insuficientes. Assim, a medida extrema foi substituída por imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, em razão de manifesto constrangimento ilegal, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Revogação da prisão preventiva de ARISTÓTELES ARISTIDES BEZERRA
- Substituição da prisão preventiva por medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau
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