RHC 232483 - DECISAO

RHC 232483 - DECISAO

Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento porque o atraso de 15 dias na reavaliação nonagesimal não acarreta, por si só, ilegalidade automática; não se exige manifestação prévia do Ministério Público na reavaliação quando já houve pronunciamento ministerial anterior; a decisão de manutenção da prisão preventiva apresentou fundamentação mínima baseada em materialidade, indícios, natureza e quantidade das drogas apreendidas e imputação de associação para o tráfico, demonstrando periculum libertatis e justificando a manutenção da custódia por garantia da ordem pública; as medidas cautelares do art. 319 do CPP foram consideradas inadequadas ao caso concreto.

Parties
Recorrente/paciente: CÍCERO FRANCISCO DA SILVA; Manifestante: Ministério Público Federal; Órgão Judicante De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
19 March 2026
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Perante O Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Ordem denegada; recurso conhecido parcialmente e negado provimento
Legal Topics
Prisão Preventiva, Reavaliação Nonagesimal (art. 316, Par. Único, Cpp), Fundamentação Da Prisão Preventiva, Medidas Cautelares (art. 319, Excesso De Prazo

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Parties

CÍCERO FRANCISCO DA SILVA

Recorrente/paciente

Ministério Público Federal

Manifestante

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco

Órgão Judicante De Origem

Procedural Posture

Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Perante O Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 nulidade da decisão que manteve a prisão preventiva por ausência de prévia e específica manifestação do Ministério Público na reavaliação
  2. 2 se o atraso na reavaliação nonagesimal (art. 316, par. único, CPP) implica revogação automática da prisão preventiva
  3. 3 suficiência e individualização da fundamentação da prisão preventiva

Ratio Decidendi

Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento porque o atraso de 15 dias na reavaliação nonagesimal não acarreta, por si só, ilegalidade automática; não se exige manifestação prévia do Ministério Público na reavaliação quando já houve pronunciamento ministerial anterior; a decisão de manutenção da prisão preventiva apresentou fundamentação mínima baseada em materialidade, indícios, natureza e quantidade das drogas apreendidas e imputação de associação para o tráfico, demonstrando periculum libertatis e justificando a manutenção da custódia por garantia da ordem pública; as medidas cautelares do art. 319 do CPP foram consideradas inadequadas ao caso concreto.

Court Disposition

Ordem denegada; recurso conhecido parcialmente e negado provimento

Orders

  • Conheço parcialmente do recurso e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
  • Intimem-se.