HC 1053968 - DECISAO
Nos termos da Lei n. 13.964/2019 e da interpretação dos arts. 282, § 2º, 310 e 311 do CPP, não é lícita a conversão ex officio da prisão em flagrante em prisão preventiva quando não houver requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, nem representação da autoridade policial; diante da manifestação do Ministério Público pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, a decretação de prisão preventiva configura atuação de ofício e constrangimento ilegal, devendo a prisão preventiva ser relaxada e substituída por medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP.
- Parties
- Paciente: JHONATAN DO CARMO ROSA NASCIMENTO; Órgão Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem Em Habeas Corpus
- Outcome
- ordem concedida
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Audiência De Custódia, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Lei N. 13.964/2019
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JHONATAN DO CARMO ROSA NASCIMENTO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem Em Habeas Corpus
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conversão ex officio da prisão em flagrante em prisão preventiva após Lei n. 13.964/2019
- 2 Obrigatoriedade de requerimento do Ministério Público, do querelante, do assistente ou de representação da autoridade policial para decretar prisão preventiva
- 3 Substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
Nos termos da Lei n. 13.964/2019 e da interpretação dos arts. 282, § 2º, 310 e 311 do CPP, não é lícita a conversão ex officio da prisão em flagrante em prisão preventiva quando não houver requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, nem representação da autoridade policial; diante da manifestação do Ministério Público pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, a decretação de prisão preventiva configura atuação de ofício e constrangimento ilegal, devendo a prisão preventiva ser relaxada e substituída por medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP.
Court Disposition
ordem concedida
Orders
- Relaxar a prisão preventiva do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso.
- Permitir nova prisão apenas se observados os parâmetros legais.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment