RHC 235866 - DECISAO
Verificou-se que o juízo de primeiro grau fundamentou concretamente, com base em dados fiscais, relatórios da Receita Federal, análise de dados bancários e comunicações extraídas do celular do paciente, a presença dos vetores do art. 312 do CPP, indicando que Klaus exercia função relevante como operador financeiro da ORCRIM e que havia risco atual à ordem pública; diante da gravidade, da habitualidade e da sofisticação das condutas (lavagem de capitais vinculada ao tráfico internacional de drogas), as medidas cautelares alternativas foram consideradas insuficientes, razão pela qual o STJ negou provimento ao recurso in limine e confirmou a manutenção da prisão preventiva.
- Parties
- Paciente / Investigado: KLAUS CRISTHIAN VOLKER; Investigado: WILLIAN BARILE AGATI; Órgão Ministerial Atuante No Feito: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Autoridade Policial Atuante Na Investigação: POLÍCIA FEDERAL; Pessoa Jurídica Investigada: STARWAY LOCAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Interlocutória (recurso in Limine Em Habeas Corpus)
- Outcome
- Negado provimento ao recurso in limine; mantida a prisão preventiva do paciente.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Lavagem De Dinheiro, Contemporaneidade, Delação Premiada, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
KLAUS CRISTHIAN VOLKER
Paciente / Investigado
WILLIAN BARILE AGATI
Investigado
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Órgão Ministerial Atuante No Feito
POLÍCIA FEDERAL
Autoridade Policial Atuante Na Investigação
STARWAY LOCAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA
Pessoa Jurídica Investigada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Interlocutória (recurso in Limine Em Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva e preenchimento dos requisitos do art. 312 do CPP
- 2 contemporaneidade da prisão preventiva em casos de organização criminosa e lavagem de dinheiro
- 3 validade da colaboração premiada de corréu
Ratio Decidendi
Verificou-se que o juízo de primeiro grau fundamentou concretamente, com base em dados fiscais, relatórios da Receita Federal, análise de dados bancários e comunicações extraídas do celular do paciente, a presença dos vetores do art. 312 do CPP, indicando que Klaus exercia função relevante como operador financeiro da ORCRIM e que havia risco atual à ordem pública; diante da gravidade, da habitualidade e da sofisticação das condutas (lavagem de capitais vinculada ao tráfico internacional de drogas), as medidas cautelares alternativas foram consideradas insuficientes, razão pela qual o STJ negou provimento ao recurso in limine e confirmou a manutenção da prisão preventiva.
Court Disposition
Negado provimento ao recurso in limine; mantida a prisão preventiva do paciente.
Orders
- Nego provimento ao recurso in limine.
- Publique-se.
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