HC 1091297 - DECISAO
Não conhecer da impetração porque o habeas corpus não pode substituir recursos processuais próprios; subsidiariamente, não se identificou ilegalidade flagrante apta a justificar concessão de ordem de ofício (art. 647-A do CPP), pois a manutenção da prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos nos autos (organização criminosa, modus operandi, gravidade da conduta e risco à ordem pública), a análise das alegações exigiria revolver fatos e provas vedado na via estreita do habeas, e questões não apreciadas pela instância originária não podem ser examinadas para evitar supressão de instância; por fim, não restou configurado excesso de prazo diante do encerramento da instrução.
- Parties
- Paciente: YURI DOS SANTOS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Impetrante: IMPETRANTE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento Pelo Stj)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Excesso De Prazo, Acesso a Provas Digitais, Cadeia De Custódia, Organização Criminosa, Medidas Cautelares, Acordo De Não Persecução Penal (anpp), Cerceamento De Defesa
Case Brief
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Parties
YURI DOS SANTOS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Autoridade Coatora
IMPETRANTE
Impetrante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento Pelo Stj)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva e fundamentação nos termos do art. 312 do CPP
- 2 possível cerceamento de defesa por negativa de acesso a provas digitais e documentos
- 3 alegação de reformatio in pejus pela decisão de segunda instância
Ratio Decidendi
Não conhecer da impetração porque o habeas corpus não pode substituir recursos processuais próprios; subsidiariamente, não se identificou ilegalidade flagrante apta a justificar concessão de ordem de ofício (art. 647-A do CPP), pois a manutenção da prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos nos autos (organização criminosa, modus operandi, gravidade da conduta e risco à ordem pública), a análise das alegações exigiria revolver fatos e provas vedado na via estreita do habeas, e questões não apreciadas pela instância originária não podem ser examinadas para evitar supressão de instância; por fim, não restou configurado excesso de prazo diante do encerramento da instrução.
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