RHC 138282 - DECISAO
Conheceu‑se em parte do recurso e negou‑se provimento porque a prisão preventiva do recorrente mostrou‑se devidamente fundamentada nos autos: há prova da materialidade e indícios de autoria (flagrante e apreensão de mercadoria de origem estrangeira), a quantidade de maços apreendida (1.680) é incompatível com consumo próprio e evidencia exercício de atividade comercial proibida; o paciente possui antecedentes e condenações anteriores, estava em cumprimento de pena em regime aberto, havendo risco concreto de reiteração delitiva e insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos do art. 312 do CPP; além disso, o habeas corpus não é via adequada para reexaminar provas de...
- Parties
- Paciente/recorrente: RODOLFO DE ALMEIDA TIEDTKE; Parte Manifestante/recorrido: Ministério Público Federal; Tribunal a Quo/julgador a Quo: Tribunal Regional Federal da 3ª Região
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Julgamento De Mérito)
- Outcome
- conheço em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa extensão, nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Contrabando, Reiteração Delitiva, Medidas Cautelares, Pandemia/covid 19
Case Brief
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Parties
RODOLFO DE ALMEIDA TIEDTKE
Paciente/recorrente
Ministério Público Federal
Parte Manifestante/recorrido
Tribunal Regional Federal da 3ª Região
Tribunal a Quo/julgador a Quo
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Julgamento De Mérito)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
- 2 suficiência da fundamentação concreta para decretação da custódia cautelar
- 3 possibilidade de reexame da autoria em habeas corpus
Ratio Decidendi
Conheceu‑se em parte do recurso e negou‑se provimento porque a prisão preventiva do recorrente mostrou‑se devidamente fundamentada nos autos: há prova da materialidade e indícios de autoria (flagrante e apreensão de mercadoria de origem estrangeira), a quantidade de maços apreendida (1.680) é incompatível com consumo próprio e evidencia exercício de atividade comercial proibida; o paciente possui antecedentes e condenações anteriores, estava em cumprimento de pena em regime aberto, havendo risco concreto de reiteração delitiva e insuficiência de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos do art. 312 do CPP; além disso, o habeas corpus não é via adequada para reexaminar provas de...
Court Disposition
conheço em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa extensão, nego-lhe provimento
Orders
- Manutenção da prisão preventiva do paciente
- Recomenda ao juízo processante o reexame da necessidade da segregação cautelar, à luz da Lei n. 13.964/2019 e da Recomendação n. 62 do CNJ
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