HC 631780 - DECISAO
Considerando o entendimento dominante desta Corte e decisões correlatas do STF, a conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva sem prévia provocação do órgão de acusação ou representação da autoridade policial tornou-se vedada após a Lei n. 13.964/2019; por isso reconheceu-se a nulidade da decretação de prisão preventiva por ato de ofício e concedeu-se a ordem para relaxar a prisão preventiva, ressalvando-se a possibilidade de nova decretação desde que concretamente fundamentada e mediante prévio requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial, podendo ser impostas medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP.
- Parties
- Paciente: ANGELO MATEUS SOARES DE OLIVEIRA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Decisão Monocrática (superior Tribunal De Justiça)
- Outcome
- ordem concedida para relaxar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Sistema Acusatório, Lei 13.964/2019, Audiência De Custódia, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
ANGELO MATEUS SOARES DE OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Decisão Monocrática (superior Tribunal De Justiça)
Legal Issues
- 1 legalidade da conversão de prisão em flagrante em preventiva de ofício após a Lei 13.964/2019
- 2 necessidade de prévia provocação do Ministério Público ou representação da autoridade policial para decretação da prisão preventiva
- 3 fundamentação idônea da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Considerando o entendimento dominante desta Corte e decisões correlatas do STF, a conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva sem prévia provocação do órgão de acusação ou representação da autoridade policial tornou-se vedada após a Lei n. 13.964/2019; por isso reconheceu-se a nulidade da decretação de prisão preventiva por ato de ofício e concedeu-se a ordem para relaxar a prisão preventiva, ressalvando-se a possibilidade de nova decretação desde que concretamente fundamentada e mediante prévio requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial, podendo ser impostas medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP.
Court Disposition
ordem concedida para relaxar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente
Orders
- Relaxar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso.
- Possibilidade de decretação de nova prisão preventiva somente se concretamente fundamentada e mediante prévio requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial.
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