RHC 131032 - DECISAO
Não se reconhece constrangimento ilegal por excesso de prazo porque a dilação temporal na instrução está justificada pela suspensão do processo em razão da não localização do acusado (art.366 CPP), pelo cumprimento do mandado em outra comarca e pelo pendente recambiamento (decorrente de procedimentos e determinações judiciais locais), bem como pelas medidas de suspensão das atividades presenciais adotadas em razão da pandemia de COVID-19; além disso, houve reexame periódico da custódia nos termos do art.316 do CPP. Assim, a demora não foi injustificada no caso concreto, motivo pelo qual o recurso foi desprovido.
- Parties
- Paciente: PAULO ROBERTO DA SILVA RODRIGUES; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios; Interveniente: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Nego Provimento
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Suspensão Do Processo Por Não Localização Do Acusado (art.366 Cpp), Recambiamento Entre Unidades Da Federação, Impacto Da Pandemia De COVID 19 Nas Atividades Judiciais, Reavaliação Periódica Da Custódia (art.316 Cpp)
Case Brief
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Parties
PAULO ROBERTO DA SILVA RODRIGUES
Paciente
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público
Interveniente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Nego Provimento
Legal Issues
- 1 Excesso de prazo na formação da culpa
- 2 Manutenção da prisão preventiva
- 3 Efeitos da suspensão do processo por não localização do acusado (art.366 CPP)
Ratio Decidendi
Não se reconhece constrangimento ilegal por excesso de prazo porque a dilação temporal na instrução está justificada pela suspensão do processo em razão da não localização do acusado (art.366 CPP), pelo cumprimento do mandado em outra comarca e pelo pendente recambiamento (decorrente de procedimentos e determinações judiciais locais), bem como pelas medidas de suspensão das atividades presenciais adotadas em razão da pandemia de COVID-19; além disso, houve reexame periódico da custódia nos termos do art.316 do CPP. Assim, a demora não foi injustificada no caso concreto, motivo pelo qual o recurso foi desprovido.
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