RHC 139291 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque a custódia preventiva estava adequadamente fundamentada em elementos concretos extraídos dos autos — notadamente a gravidade concreta dos delitos, o modus operandi e o fato de o paciente ter permanecido foragido por cerca de 8 anos — que justificam a necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal; quanto à prisão domiciliar, não houve comprovação de debilidade extrema por doença grave incapaz de receber tratamento no estabelecimento prisional, e a reapreciação desses fatos exigiria revolvimento fático-probatório indevido na via mandamental.
- Parties
- Paciente: JOSÉ IVAN FERREIRA LANDIM; Órgão Judicante: Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (decisão Denegatória)
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Fundamentação Do Decreto Prisional, Art. 312 Do CPP, Art. 318 Do CPP, Garantia Da Ordem Pública, Periculum Libertatis
Case Brief
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Parties
JOSÉ IVAN FERREIRA LANDIM
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
Órgão Judicante
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (decisão Denegatória)
Legal Issues
- 1 verificação da suficiência da fundamentação do decreto prisional nos termos do art. 312 do CPP
- 2 possibilidade de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar nos termos do art. 318 do CPP
- 3 relevância da primariedade e demais condições pessoais para revogação da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque a custódia preventiva estava adequadamente fundamentada em elementos concretos extraídos dos autos — notadamente a gravidade concreta dos delitos, o modus operandi e o fato de o paciente ter permanecido foragido por cerca de 8 anos — que justificam a necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal; quanto à prisão domiciliar, não houve comprovação de debilidade extrema por doença grave incapaz de receber tratamento no estabelecimento prisional, e a reapreciação desses fatos exigiria revolvimento fático-probatório indevido na via mandamental.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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